fevereiro 9, 2026

Felício Ramuth critica gestão de Lewandowski na segurança pública

Vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD)

Em um evento com empresários na capital paulista, o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), dirigiu fortes críticas à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco especial na área de segurança pública. O tema, que se projeta como um dos pilares do debate eleitoral de 2026, foi abordado com veemência por Ramuth, que não hesitou em classificar o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, como o pior titular da pasta na história do Brasil. Segundo o vice-governador, a segurança pública é, atualmente, a principal preocupação da população brasileira, e a esquerda, em sua visão, não tem apresentado soluções eficazes para conter o avanço da criminalidade no país. Essas declarações acendem um novo capítulo na polarização política, prometendo intensificar o debate sobre as estratégias para enfrentar a criminalidade.

As críticas à gestão de Ricardo Lewandowski e o foco na segurança

A avaliação contundente de Felício Ramuth sobre Ricardo Lewandowski, que ocupou a pasta da Justiça e Segurança Pública entre janeiro e abril de 2024, gerou repercussão no meio político e empresarial. Apesar de afirmar que nutre respeito pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-governador não poupou palavras ao analisar sua performance no governo Lula. Ramuth apontou falhas significativas na condução das políticas de segurança, sugerindo uma lacuna na estratégia governamental para enfrentar o crime organizado e a violência urbana. A percepção do vice-governador reflete um descontentamento com os resultados apresentados pela pasta sob o comando de Lewandowski, que, segundo a crítica, não conseguiu imprimir uma marca de efetividade ou de inovação necessária para os desafios contemporâneos da segurança nacional.

Falhas apontadas e o cenário nacional da criminalidade

As críticas de Ramuth refletem uma percepção crescente de que a segurança pública no Brasil enfrenta desafios complexos, que exigem respostas rápidas e eficazes. O vice-governador não detalhou especificamente quais seriam as “falhas” de Lewandowski, mas a inferência é de que houve uma falta de resultados concretos ou uma abordagem inadequada diante da escalada da criminalidade, especialmente em um momento de acirramento do debate sobre a atuação das forças policiais e o papel do Estado no combate ao crime. A questão da segurança tem sido um ponto sensível em diversas regiões do país, com eleitores manifestando preocupação com a violência, o tráfico de drogas e a sensação de impunidade. Para Ramuth, essa inquietação popular não está sendo devidamente endereçada pelas propostas da esquerda, o que ele vê como um vácuo de liderança e estratégia na esfera federal. A visão apresentada sugere que o eleitor busca soluções pragmáticas e medidas mais rigorosas para combater o crime, temas que tradicionalmente ressoam com a direita e centro-direita. A ausência de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, no evento, embora confirmada, não diminuiu o impacto das declarações de seu vice, que ecoaram a linha dura adotada pela gestão estadual em relação ao tema.

Debate sobre a complexidade da segurança pública e o cenário político futuro

Além das críticas diretas ao governo federal, Felício Ramuth também se manifestou sobre a complexidade de comparar cenários de segurança entre diferentes estados. Ele discordou da avaliação de que Goiás seria um estado mais seguro que São Paulo, enfatizando que tais comparações precisam levar em conta uma série de fatores demográficos e geográficos, que alteram substancialmente o panorama da criminalidade. A densidade populacional, que em São Paulo é significativamente maior e mais concentrada em áreas urbanas, a complexidade urbana das grandes metrópoles, com suas intrincadas redes de criminalidade e infraestrutura, e a vasta extensão territorial, que exige diferentes estratégias de policiamento e controle, são elementos cruciais que impactam diretamente os índices de criminalidade e a eficácia das políticas de segurança pública. Ignorar esses fatores, segundo Ramuth, seria simplificar um problema multifacetado.

O caso da Favela do Moinho e a polarização política

Um dos momentos mais incisivos do discurso de Ramuth foi ao relembrar os episódios envolvendo a Favela do Moinho, situada na região central de São Paulo. Esta área é historicamente conhecida por ser um foco de atuação do tráfico de drogas e foi alvo de operações policiais determinadas pelo governador Tarcísio de Freitas, visando desmantelar organizações criminosas e restabelecer a ordem. Segundo Ramuth, a postura do presidente Lula diante desses acontecimentos teria sido de se posicionar “ao lado do crime organizado”. Essa declaração, de forte teor político, acentua a polarização e a forma como a segurança pública tem sido instrumentalizada no debate entre diferentes campos ideológicos. Para os críticos do governo federal, certas ações ou omissões podem ser interpretadas como uma fragilização do combate ao crime organizado, enquanto o governo, por sua vez, pode argumentar que suas políticas visam a justiça social e o respeito aos direitos humanos, mesmo em áreas conflagradas. A leitura do vice-governador paulista, no entanto, é de um alinhamento problemático que enfraquece a luta contra a criminalidade.

Expectativas para o futuro político e a ascensão da centro-direita

Com o olhar voltado para o pleito de 2026 e a sucessão presidencial de 2027, Felício Ramuth expressou a expectativa de que um governo de centro-direita assuma o comando do país. Durante o evento, que reuniu empresários e líderes políticos na capital paulista, foram feitas menções a figuras como os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR). Ambos foram destacados como nomes relevantes no campo político da centro-direita, sinalizando possíveis articulações e candidaturas para as próximas eleições. A visão de Ramuth reflete a crença de que as propostas e a ideologia da centro-direita estão mais alinhadas com as demandas da população brasileira, especialmente no que tange à segurança pública e à gestão econômica. A polarização política atual sugere que o próximo ciclo eleitoral será intensamente disputado, com a segurança e a economia como eixos centrais dos debates e das plataformas dos candidatos. As declarações de Ramuth podem ser vistas como um prenúncio do tom que o debate político deverá assumir nos próximos anos, com a centro-direita buscando consolidar sua posição e apresentar alternativas ao atual governo.

Avaliação final e perspectivas futuras

As declarações de Felício Ramuth sublinham a crescente importância da segurança pública no cenário político brasileiro e a intensificação do debate em torno das políticas de combate ao crime. A crítica direta a Ricardo Lewandowski e a avaliação da postura do governo federal em relação à criminalidade reforçam uma narrativa de que o executivo federal falha em oferecer soluções robustas. A distinção entre a abordagem da esquerda e da centro-direita neste tema promete ser um divisor de águas nas próximas eleições, com os eleitores buscando propostas concretas para mitigar a sensação de insegurança. O vice-governador de São Paulo não apenas expressou sua visão sobre o passado e o presente, mas também delineou suas esperanças para o futuro político do Brasil, apostando em uma guinada à centro-direita para os próximos anos.

Para aprofundar-se nas análises sobre a segurança pública e o cenário político brasileiro, continue acompanhando as notícias e os debates mais relevantes.

Fonte: https://jovempan.com.br

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