fevereiro 9, 2026

Cruzeiro é bicampeão invicto da Copinha após 19 anos

© hony Inácio/Ag. Paulistão/Direitos Reservados

O Cruzeiro Esporte Clube sagrou-se, de forma invicta, bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a maior e mais tradicional competição de base do futebol brasileiro. Em um feito notável, o clube mineiro levantou a cobiçada taça após um hiato de 19 anos, superando o São Paulo Futebol Clube, campeão da edição anterior, em uma final emocionante disputada no Estádio do Pacaembu. Com uma campanha impecável, marcada por nove vitórias em nove jogos, o Cruzeiro bicampeão da Copinha encerrou o torneio com um triunfo por 2 a 1, consolidando a força de suas categorias de base e celebrando um título que ficará marcado na história. A conquista não apenas enche de orgulho a torcida celeste, mas também reafirma o potencial dos jovens talentos da “Toca da Raposa”, prontos para trilhar seus caminhos no futebol profissional.

Uma campanha de invencibilidade rumo ao título

A trajetória do Cruzeiro na 56ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi um verdadeiro espetáculo de consistência e domínio. Desde o apito inicial da competição, que reuniu 128 equipes distribuídas em 34 chaves, as “Crias da Toca”, como são carinhosamente chamados os jogadores da base celeste, demonstraram uma superioridade notável, pavimentando seu caminho até a glória de forma inquestionável.

O percurso impecável até a grande final

Na fase de grupos, o Cruzeiro confirmou seu favoritismo ao liderar o grupo 13, somando três vitórias convincentes. A equipe mineira superou o Barra-SC, o Esporte de Patos e a Francana, exibindo um futebol ofensivo e sólido defensivamente. O desempenho inicial já dava indícios do potencial do elenco.

À medida que o torneio avançava para as fases eliminatórias, o desafio aumentava, mas a performance cruzeirense se mantinha em alto nível. No mata-mata, os jovens atletas celestes não deram chances aos seus adversários, eliminando equipes como Meia-Noite, Ponte Preta, Santos e Guanabara City, demonstrando maturidade e resiliência em cada confronto. A semifinal trouxe um embate de peso contra o Grêmio, mas o Cruzeiro soube impor seu ritmo e garantir a vaga na decisão. Ao longo dos 22 dias de competição, o time acumulou estatísticas impressionantes: 22 gols marcados e apenas cinco sofridos, sublinhando a eficiência tanto no ataque quanto na defesa, características de um verdadeiro campeão.

A batalha final no Pacaembu: Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

A grande decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026 colocou frente a frente o Cruzeiro e o São Paulo em um Pacaembu vibrante. O confronto era altamente aguardado, reunindo dois dos clubes de maior tradição na formação de jogadores no Brasil, e não decepcionou em emoção e reviravoltas.

Primeiro tempo: equilíbrio, lances decisivos e empate tricolor

A etapa inicial da final foi marcada por um equilíbrio tático, com o Cruzeiro exibindo um leve predomínio na construção de jogadas. Aos 11 minutos, a equipe mineira abriu o placar após uma falha na defesa do Tricolor. Em uma cobrança de escanteio perfeita de Baptistella na segunda trave, William subiu sozinho e cabeceou com precisão para o fundo da rede, incendiando a torcida celeste.

Após o gol, o jogo se tornou ainda mais acirrado. O Cruzeiro criou diversas oportunidades para ampliar a vantagem, mas encontrou um inspirado goleiro João Pedro, do São Paulo, que realizou defesas cruciais para manter sua equipe viva na partida. Do outro lado, o arqueiro cruzeirense Victor Lamourier também se destacou com intervenções milagrosas, evitando o empate. Contudo, aos 47 minutos, nos acréscimos do primeiro tempo, o São Paulo conseguiu a igualdade. Após uma cobrança de escanteio, Gustavo Santana escorou a bola para Isac, que finalizou com categoria e deixou tudo igual no placar do Pacaembu, levando o jogo para o intervalo com a emoção à flor da pele.

Segundo tempo: Gustavinho sai do banco para consagrar o Cruzeiro

Na volta do intervalo, a partida ganhou um novo panorama. Ambas as equipes se mostraram mais cautelosas, fechando-se na defesa e tornando o jogo mais truncado no meio-campo. O momento da virada veio aos 17 minutos, quando o técnico Mairon César, do Cruzeiro, promoveu uma alteração crucial, colocando Gustavinho em campo no lugar de William. A substituição se revelaria providencial.

Apenas 11 minutos após entrar em campo, Gustavinho mudou a história da final. O camisa 7 arriscou um chute de longa distância. A bola, com uma dose de sorte e capricho, bateu na trave e, na sequência, tocou nas costas do goleiro João Pedro antes de entrar, estufando as redes e colocando o Cruzeiro novamente à frente, com o placar de 2 a 1. O gol de Gustavinho, o primeiro dele na competição, não apenas significava a vantagem, mas também se tornaria o gol do título.

Visivelmente cansado, o São Paulo não se entregou e buscou o empate com bravura. Aos 31 minutos, o árbitro assinalou um pênalti a favor do Tricolor após uma falta de Kaiquy Luiz. No entanto, a revisão do VAR corrigiu a decisão, marcando uma falta fora da área, um alívio para a equipe celeste. Com a vantagem no placar, o Cruzeiro administrou o resultado com inteligência até o apito final, garantindo a vitória e a consagração como bicampeão da Copa São Paulo. Gustavinho, o herói improvável da final, foi eleito o Craque da Partida, coroando sua atuação decisiva.

O legado de uma conquista histórica

A vitória do Cruzeiro na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026 não é apenas um título, mas um marco que ressalta a excelência de seu trabalho de base e o potencial de seus jovens talentos. A conquista, que quebra um jejum de quase duas décadas, posiciona o clube em um patamar de reconhecimento nacional e projeta um futuro promissor para as “Crias da Toca”.

Comparativos e o futuro das “Crias da Toca”

Com dois títulos na Copinha, o Cruzeiro agora se iguala em número de conquistas a clubes como Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta, reforçando sua posição entre os grandes formadores do futebol brasileiro. O maior vencedor da competição continua sendo o Corinthians, com 11 taças, seguido por São Paulo, Fluminense e Internacional, que somam cinco títulos cada. A ascensão do Cruzeiro neste cenário histórico demonstra um compromisso renovado com a revelação de atletas e a construção de um futuro sólido para o futebol do clube. A campanha invicta e o desempenho na final evidenciam que a próxima geração de jogadores celestes está pronta para brilhar, tanto no cenário nacional quanto internacional, prometendo um futuro de glórias e novos desafios para o Cruzeiro.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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