maio 14, 2026

Brasil conquista primeira vitória no Pré-Mundial de basquete feminino

© Divulgação/CBB

A seleção brasileira feminina de basquete alcançou sua primeira vitória no Pré-Mundial de Wuhan, na China, superando o Sudão do Sul com um placar dominante de 94 a 79. Após uma estreia desafiadora contra a Bélgica, atual campeã europeia, o triunfo desta quinta-feira (12) representa um passo crucial na busca por uma das quatro vagas disponíveis para o Mundial deste ano, que acontecerá na Alemanha. A equipe, liderada pela técnica norte-americana Pokey Chatman, demonstrou consistência e um forte desempenho coletivo, com atuações de destaque da ala-pivô Damiris Dantas e da pivô Kamilla Cardoso, que foram fundamentais para o resultado positivo e para a confiança do time no torneio qualificatório.

A campanha no pré-mundial de basquete feminino

A vitória dominante contra o Sudão do Sul

O confronto contra o Sudão do Sul, bronze no AfroBasket de 2025, foi marcado pelo amplo domínio da seleção brasileira feminina de basquete desde o início da partida. A equipe Amarelinha impôs seu ritmo e controle sob a cesta, mostrando superioridade técnica e tática. O placar final de 94 a 79 refletiu uma performance robusta, onde a eficiência ofensiva brasileira se destacou. A ala-pivô Damiris Dantas brilhou como a cestinha do jogo, anotando impressionantes 25 pontos e contribuindo significativamente para a vantagem brasileira. Seu desempenho, aliado à força no garrafão, foi um dos pilares da vitória. A pivô Kamilla Cardoso, eleita a melhor jogadora da partida, teve uma atuação espetacular com 23 pontos e 17 rebotes, consolidando sua presença imponente na área pintada e garantindo segundas chances de arremesso, além de proteger o aro brasileiro. A armadora Alana Gonçalo também foi peça-chave, contribuindo com 15 pontos e ditando o ritmo do ataque, demonstrando a versatilidade e o talento distribuído por toda a equipe. Este resultado não apenas alivia a pressão após a derrota na estreia, mas também impulsiona a moral da equipe para os próximos desafios.

O contexto do grupo A e o desafio inicial

A seleção brasileira está inserida em um grupo A extremamente competitivo no Pré-Mundial de Wuhan. Além do Sudão do Sul, o grupo conta com Mali, a República Tcheca e a anfitriã China, que é a atual vice-campeã mundial. A jornada brasileira começou com um revés diante da Bélgica, a campeã europeia, um confronto que serviu como um termômetro do alto nível da competição. Superar o Sudão do Sul era essencial para manter as esperanças de classificação vivas e para não se distanciar das demais equipes na tabela. O Sudão do Sul, apesar de ser considerado um adversário de menor expressão em comparação com as potências europeias e asiáticas do grupo, demonstrou em sua conquista de bronze no AfroBasket que possui um basquete em ascensão e atletas capazes de surpreender. A vitória brasileira, portanto, não pode ser subestimada, sendo crucial para o saldo de pontos e para a confiança do elenco. O torneio é disputado em formato de todos contra todos, e cada ponto somado pode ser decisivo na definição das quatro vagas para o Mundial.

Desempenho individual e a força do conjunto

Brilho das estrelas: Damiris, Kamilla e Alana

A atuação de Damiris Dantas foi um espetáculo à parte na partida contra o Sudão do Sul. Com sua capacidade de arremesso de média e longa distância, aliada à sua habilidade de infiltração, ela se mostrou imparável em diversos momentos do jogo. Os 25 pontos da ala-pivô evidenciam sua importância como referência ofensiva e líder em quadra. Ao seu lado, Kamilla Cardoso confirmou porque é uma das jogadoras mais promissoras do basquete mundial. Seus 23 pontos e 17 rebotes são números de uma performance dominante, controlando o garrafão em ambos os lados da quadra. A pivô não apenas marcou pontos, mas também foi crucial na contenção das adversárias e na criação de segundas oportunidades de ataque para o Brasil. A eleição de Kamilla como a melhor jogadora da partida é um reconhecimento justo de seu impacto. Completando o trio de destaques, a armadora Alana Gonçalo demonstrou grande visão de jogo e precisão nos arremessos, somando 15 pontos. Sua capacidade de organizar o ataque e de pontuar em momentos chave foi vital para manter a consistência da equipe ao longo dos quatro quartos. A sinergia entre essas três atletas, combinando experiência, talento e juventude, é um dos maiores trunfos da seleção brasileira.

A estratégia da técnica Pokey Chatman

Sob o comando da técnica norte-americana Pokey Chatman, a seleção brasileira feminina de basquete tem buscado uma identidade de jogo que combine a técnica individual com uma forte organização tática. Chatman, conhecida por sua experiência em ligas de elite e seleções nacionais, tem a tarefa de extrair o máximo potencial de um elenco com talentos diversos. Na partida contra o Sudão do Sul, a estratégia parecia focar na exploração da superioridade física no garrafão, com Kamilla Cardoso e Damiris Dantas sendo as principais válvulas de escape. Além disso, a movimentação de bola e a defesa pressionante foram elementos visíveis da abordagem tática. A capacidade da técnica de ajustar o time durante o jogo e de motivar as jogadoras após a derrota na estreia foi crucial para a recuperação e a apresentação de um basquete sólido e envolvente. Sua liderança será fundamental para guiar o Brasil através dos desafios restantes do Pré-Mundial e para consolidar o desempenho da equipe em busca da tão sonhada vaga no Mundial da Alemanha. A experiência de Chatman em torneios de alto nível oferece um diferencial importante para a Amarelinha.

O caminho para o mundial e os próximos desafios

O formato do torneio e as vagas em disputa

O Pré-Mundial de Wuhan segue um formato de todos contra todos, onde cada equipe do grupo A joga uma vez contra as outras. Ao final da fase de grupos, as quatro seleções que acumularem o maior número de pontos garantirão sua vaga para o Mundial, que será sediado na Alemanha. Este sistema valoriza a regularidade e a capacidade de manter um bom desempenho ao longo de todas as partidas. Para o Brasil, que já tem uma vitória e uma derrota, cada jogo restante é uma final. A pontuação é crucial, e o saldo de cestas também pode desempenhar um papel importante em caso de empate na tabela. As brasileiras, que são as atuais vice-campeãs da AmeriCupW, chegam a este torneio com o objetivo claro de solidificar sua posição no cenário internacional do basquete feminino, e a classificação para o Mundial é um passo indispensável nessa trajetória. A competição é acirrada, e a margem de erro é mínima, exigindo foco e determinação em cada posse de bola e em cada defesa.

Confrontos decisivos pela frente

A jornada da seleção brasileira no Pré-Mundial de basquete feminino segue com uma série de confrontos de altíssima importância. O próximo desafio está marcado para sábado (14), às 2h30 (horário de Brasília), contra a República Tcheca, uma equipe que terminou em sexto lugar no EuroBasket do ano passado e que certamente representará uma prova de fogo para a Amarelinha. As tchecas são conhecidas por sua disciplina tática e por um jogo coletivo bem estruturado, exigindo o melhor das brasileiras. No domingo (15), no mesmo horário, o Brasil enfrentará Mali, um adversário africano que pode surpreender com sua fisicalidade e velocidade. Por fim, na terça-feira (17), às 8h30 (horário de Brasília), a seleção terá o embate mais esperado do grupo: o duelo contra a República Popular da China, a atual vice-campeã mundial e anfitriã do torneio. Este jogo promete ser o mais desafiador, com a China contando com o apoio de sua torcida e com um elenco de alto nível. A capacidade do Brasil de se adaptar a diferentes estilos de jogo e de superar a pressão será testada ao máximo nessas partidas cruciais.

Perspectivas e o sonho da classificação

Com a primeira vitória assegurada, a seleção brasileira feminina de basquete ganha novo fôlego e confiança para o restante do Pré-Mundial. O domínio exibido contra o Sudão do Sul, impulsionado pelas performances estelares de Damiris Dantas e Kamilla Cardoso, demonstra o potencial de um grupo talentoso e determinado. A equipe, sob a orientação estratégica de Pokey Chatman, agora se prepara para os desafios ainda maiores que estão por vir, com adversários como a República Tcheca, Mali e a poderosa China. A busca por uma das quatro vagas para o Mundial da Alemanha é intensa, e cada jogo será uma batalha decisiva. A união do grupo, a persistência e a execução tática serão fundamentais para que a Amarelinha continue trilhando o caminho do sucesso e realize o sonho de representar o basquete feminino brasileiro no cenário global.

Acompanhe os próximos jogos da seleção brasileira feminina de basquete e torça pela classificação para o Mundial da Alemanha.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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