maio 14, 2026

Vigilância Sanitária do Rio orienta sobre a compra de pescado na Semana Santa

© Benoit Tessier/Reuters

A proximidade da Semana Santa eleva tradicionalmente o consumo de pescado, tornando essencial que a população esteja atenta à qualidade dos produtos adquiridos. Visando assegurar a saúde pública e prevenir riscos decorrentes da ingestão de alimentos impróprios, a Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) emitiu um conjunto abrangente de orientações aos consumidores. O objetivo é guiar os compradores na identificação de pescado na Semana Santa de boa procedência e em condições ideais de consumo, enfatizando a importância de critérios rigorosos na escolha, armazenamento e preparo. Esta iniciativa busca capacitar os cidadãos a fazerem escolhas conscientes, garantindo uma celebração segura e livre de preocupações com a saúde.

Critérios essenciais para a escolha do pescado fresco

A seleção do pescado fresco é o primeiro e mais crucial passo para garantir a segurança alimentar. A Vigilância Sanitária enfatiza que o consumidor deve observar atentamente diversos aspectos visuais e olfativos antes de finalizar a compra, seja em feiras, supermercados ou peixarias. A qualidade do pescado pode ser facilmente avaliada por sinais que indicam seu estado de conservação, evitando assim a aquisição de produtos deteriorados que podem causar intoxicações alimentares.

Avaliando a aparência e características visuais

Ao examinar o pescado, o consumidor deve verificar os olhos, que devem estar brilhantes, salientes e com as pupilas pretas e bem definidas, sem turvação ou coloração acinzentada. As guelras são outro indicador fundamental: elas precisam apresentar uma coloração vermelho-brilhante, úmida e sem muco ou cheiro forte. A presença de guelras opacas, pálidas ou com manchas escuras é um sinal de alerta. As escamas devem estar firmemente aderidas ao corpo, brilhantes e sem sinais de desprendimento fácil. A pele deve ter um aspecto liso e úmido. No caso de peixes sem escamas, como o cação ou o linguado, a pele deve ser íntegra, sem cortes ou lesões.

O odor e a textura como indicadores de qualidade

O cheiro é um dos mais importantes sinais de frescor. O pescado fresco deve ter um odor suave e característico de mar ou algas, sem ser forte, azedo, amoniacal ou desagradável. Qualquer sinal de mau cheiro indica deterioração e o produto deve ser evitado. Em relação à textura, a carne do peixe deve ser firme e elástica. Ao pressionar com o dedo, a marca deve desaparecer rapidamente. Se a carne estiver mole, flácida e a marca da pressão permanecer, isso é um indicativo de que o pescado não está fresco. Os camarões e outros crustáceos devem apresentar cor característica, sem manchas escuras, e ter um cheiro suave e agradável.

Condições de armazenamento no ponto de venda

Além das características do próprio pescado, as condições de armazenamento no local de venda são igualmente importantes. O pescado deve estar exposto sobre uma espessa camada de gelo picado, que deve cobrir o produto por completo e ser renovado constantemente. É fundamental que a temperatura seja mantida próxima de 0°C a 2°C. Balcões refrigerados ou câmaras frias devem estar limpos e organizados. Evite locais onde o pescado esteja em contato direto com o chão, exposto ao sol ou a insetos. A higiene do manipulador e do ambiente é um reflexo direto da preocupação com a segurança alimentar.

Cuidados fundamentais na manipulação e armazenamento doméstico

Após a compra, a responsabilidade pela manutenção da qualidade do pescado recai sobre o consumidor. A forma como o alimento é transportado, armazenado e preparado em casa é crucial para evitar a proliferação de bactérias e a contaminação, garantindo que o pescado permaneça seguro até o momento do consumo.

Atenção ao pescado congelado e produtos processados

Para o pescado congelado, a embalagem deve estar íntegra, sem sinais de rasgos, furos ou acúmulo excessivo de gelo, que pode indicar descongelamento e recongelamento. Verifique sempre a data de validade e o selo de inspeção federal (SIF) ou estadual (SIE), que atestam a procedência e a conformidade com as normas sanitárias. Filés de peixe, camarões descascados e outros produtos processados devem estar em embalagens transparentes, permitindo a visualização do conteúdo, e Evite comprar produtos com embalagens estufadas ou danificadas.

Transporte seguro e a manutenção da cadeia de frio

Imediatamente após a compra, o pescado deve ser transportado em sacolas térmicas ou caixas com gelo para manter a cadeia de frio, especialmente em dias quentes ou se o trajeto até a casa for longo. Uma vez em casa, o pescado fresco deve ser armazenado na parte mais fria da geladeira (geralmente a prateleira inferior) e consumido o mais rápido possível, preferencialmente em até 24 horas. Se não for consumido em breve, deve ser eviscerado (retiradas as vísceras) e congelado. O descongelamento deve ser feito lentamente, dentro da geladeira, e nunca à temperatura ambiente, para evitar a proliferação bacteriana.

Preparação higiênica e cozimento adequado

Antes do preparo, lave bem as mãos com água e sabão. Utilize utensílios (tábuas de corte, facas) exclusivos para o pescado cru para evitar a contaminação cruzada com outros alimentos. Após o manuseio, lave todos os utensílios e superfícies com água quente e detergente. O pescado deve ser cozido completamente, atingindo uma temperatura interna mínima que garanta a eliminação de microrganismos patogênicos. Peixes e frutos do mar devem ter a carne opaca e se desfazer facilmente com um garfo. Evite consumir pescado cru ou malcozido, a menos que seja de uma fonte extremamente confiável e preparado sob rigorosas condições de higiene.

A importância da vigilância e da conscientização do consumidor

A Vigilância Sanitária reforça que a colaboração dos consumidores é vital para manter a segurança alimentar. Ao seguir essas orientações, cada indivíduo contribui para um ambiente de consumo mais seguro para toda a comunidade, especialmente em períodos de maior demanda, como a Semana Santa. A atenção aos detalhes na escolha e no manuseio do pescado não é apenas uma recomendação, mas uma prática essencial para proteger a saúde e garantir que as tradições culinárias sejam desfrutadas sem preocupações. A responsabilidade compartilhada entre órgãos fiscalizadores, comerciantes e consumidores é a chave para um consumo seguro e prazeroso.

Em caso de dúvidas ou identificação de irregularidades na comercialização de pescado, não hesite em contatar a Vigilância Sanitária local para denúncias e orientações adicionais.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br

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