fevereiro 9, 2026

Nelson Tanure nega controle do extinto Banco Master após busca do STF

Empresário e investidor Nelson Tanure, um dos principais alvos da segunda fase da operação da ...

O empresário Nelson Tanure foi surpreendido na manhã da última quarta-feira, 14 de fevereiro, com um mandado de “busca pessoal” emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, prontamente atendida pelo executivo, desencadeou uma série de declarações públicas nas quais Nelson Tanure refuta veementemente qualquer ligação de controle ou participação societária, direta ou indireta, com o extinto Banco Master. Em nota oficial, o empresário enfatizou que sua relação com a instituição financeira sempre foi estritamente comercial, na condição de cliente ou aplicador, similar a seus vínculos com outras entidades financeiras no Brasil e no exterior. O episódio levanta questionamentos sobre a extensão de investigações que chegam a nomes proeminentes do cenário econômico nacional, e Tanure se posiciona como um colaborador da justiça, mesmo diante do inusitado.

A operação do STF e a defesa de Tanure

A busca pessoal e a surpresa do empresário
A manhã de 14 de fevereiro trouxe um evento inesperado para o empresário Nelson Tanure, figura conhecida no cenário econômico brasileiro. Uma ordem de “busca pessoal”, emanada do Supremo Tribunal Federal (STF), foi cumprida em sua residência, fato que, segundo ele, gerou grande surpresa. Em comunicado oficial, Tanure relatou ter atendido à diligência com “respeito e prontidão”, cooperando plenamente com as autoridades. A natureza da ação, um mandado de busca pessoal, sinaliza a seriedade e o alto perfil da investigação em curso, que ainda não teve seus detalhes amplamente divulgados pela Justiça, mas que já alcança personalidades de peso no país. Para um empresário com mais de meio século de atuação em diversos setores da economia, a experiência de ter seu celular recolhido e ser alvo de uma busca judicial foi descrita como uma “cena inusitada”, marcando um momento peculiar em sua longa trajetória profissional. Este tipo de procedimento, embora rotineiro em investigações, ganha contornos de excepcionalidade quando envolve nomes de tal envergadura, projetando a atenção pública sobre o desenrolar dos fatos.

A negação categórica de controle e participação
Diante da diligência do STF, Nelson Tanure foi enfático em sua defesa, negando qualquer envolvimento com a gestão ou controle do extinto Banco Master. “Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, afirmou categoricamente em sua nota. A declaração visa desvincular-se de qualquer responsabilidade ou ingerência sobre as operações do banco que o levaram à sua extinção. O empresário também fez questão de refutar qualquer ligação societária indireta, detalhando a inexistência de vínculos através de “opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”. Essa lista exaustiva de instrumentos financeiros demonstra a profundidade da negação, buscando cobrir todas as possíveis formas de controle ou influência que poderiam ser questionadas pelas autoridades. A negação é crucial, pois estabelece uma linha de defesa clara, posicionando Tanure como um agente externo às decisões e à administração da instituição financeira, apenas um cliente e investidor.

Relações comerciais e a legalidade das operações

O perfil de cliente e investidor
Nelson Tanure descreveu sua interação com o Banco Master como estritamente comercial, mantendo uma relação similar à que possui com outras instituições financeiras, tanto no Brasil quanto no exterior. “Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”, pontuou o empresário. Segundo ele, essa dinâmica envolveu diversas operações financeiras legítimas e comuns ao mercado. Entre as transações citadas estão aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias. No entanto, Tanure fez questão de ressaltar que tais atividades foram realizadas “sem ingerência na gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições”. Essa distinção é fundamental, pois separa a figura do investidor e cliente da do gestor ou controlador, indicando uma postura passiva em relação às estratégias internas e ao dia a dia do Banco Master. A clareza nessa delimitação busca reforçar a ausência de qualquer papel decisório ou de fiscalização por parte do empresário.

Conformidade legal e a desvinculação de terceiros
A legalidade de todas as suas operações com o Banco Master foi outro ponto central na manifestação de Nelson Tanure. “Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes”, garantiu o empresário, reforçando a transparência e a legitimidade de suas transações. Ele também buscou dissociar-se completamente de quaisquer relações do Banco Master com terceiros, afirmando não ter participação ou conhecimento sobre os vínculos da instituição com entidades como Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras. Essa desvinculação é estratégica para isolar suas atividades de possíveis investigações sobre esquemas maiores ou relações complexas do banco com o mercado.

Adicionalmente, Tanure revelou que sua exposição ao Banco Master vinha sendo gradualmente reduzida ao longo do tempo. “Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição ao referido banco”, afirmou, sugerindo uma gestão de risco proativa ou uma percepção antecipada de possíveis dificuldades da instituição. Os valores remanescentes em risco, segundo ele, correspondem a “perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco”, caracterizando-as como prejuízos inerentes ao mundo dos investimentos e não como resultado de irregularidades. Essa perspectiva posiciona os possíveis danos financeiros como um custo de fazer negócios, reforçando a natureza comercial e lícita das operações.

Perspectivas futuras e o compromisso com a justiça

Colaboração com as autoridades e confiança na investigação
Diante dos desdobramentos da operação do STF, Nelson Tanure reiterou seu compromisso em colaborar integralmente com as autoridades e com a Justiça. O empresário afirmou que permanece “à disposição das autoridades e da Justiça”, demonstrando abertura e disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários. Em sua nota, ele expressou fé e plena confiança na seriedade das investigações em curso. “Tenho fé, e plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente lícitas”, declarou. A manifestação revela a expectativa de que o processo investigativo confirmará sua inocência, apesar dos “bastantes prejuízos” que as relações com o banco, infelizmente, lhe acarretaram. Essa observação final sobre os prejuízos reforça a ideia de que, mesmo sendo uma parte lesada, ele mantém a integridade de suas ações e a convicção de que a verdade prevalecerá.

O impacto pessoal da diligência
A experiência da busca pessoal e do recolhimento de seu celular foi descrita por Nelson Tanure como uma “cena inusitada” em sua vida. Com mais de 50 anos de vida empresarial, atuando em diversos eixos da economia brasileira, o empresário vivenciou uma situação que, para muitos de sua estatura, pode ser percebida como um marco incomum. A longa e consolidada trajetória profissional de Tanure, marcada por importantes investimentos e atuações em setores estratégicos, contrasta com a natureza intrusiva de uma busca judicial, que pode gerar um impacto significativo não apenas em sua privacidade, mas também em sua reputação. A menção à “quadra da minha vida” sugere uma reflexão sobre a singularidade do momento, evidenciando o peso de uma ação judicial do Supremo Tribunal Federal sobre um nome tão proeminente. O evento, sem dúvida, coloca um holofote sobre o empresário e suas conexões, exigindo clareza e transparência em um momento de intensa escrutínio público e judicial.

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Fonte: https://jovempan.com.br

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