fevereiro 9, 2026

Kassab descarta prévias e confia em trio de governadores para 2026

Gilberto Kassab

Em um movimento estratégico que redesenha o tabuleiro eleitoral de 2026, o presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, confirmou que a legenda não realizará prévias para a escolha do seu candidato presidencial. A decisão, anunciada em entrevista, reflete a confiança do dirigente em três nomes de peso que atualmente governam estados importantes do Brasil: Eduardo Leite (PSD-RS), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Roberto Caiado (PSD-GO). Kassab reiterou que a escolha será feita de forma consensual, sem atritos internos, destacando a maturidade política dos envolvidos. Esta abordagem visa consolidar o PSD como uma força de centro capaz de atrair eleitores que buscam alternativas aos polos polarizados da política nacional, posicionando-se de forma independente em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao bolsonarismo. A estratégia demonstra a ambição do partido em ter um papel protagonista na disputa pelo Palácio do Planalto.

A estratégia do PSD para a eleição presidencial de 2026

Descarte das prévias e união interna

Gilberto Kassab, uma figura central no cenário político brasileiro, ao anunciar a dispensa das prévias para a escolha do candidato presidencial do PSD, sublinhou uma gestão interna focada na coesão e no consenso. Segundo o presidente do partido, a decisão de não submeter os três governadores a um processo de pré-seleção interna por votação reflete a profunda confiança que ele deposita em cada um deles. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul; Ratinho Júnior, governador do Paraná; e Roberto Caiado, governador de Goiás, são vistos por Kassab como pilares para a corrida presidencial, cada um com credenciais e experiência significativas.

A visão de Kassab é de que não há necessidade de um embate interno que poderia, eventualmente, gerar divisões. Pelo contrário, o dirigente afirmou categoricamente que a relação entre os três governadores é de total entendimento e respeito. “A decisão será muito tranquila e posso afirmar que terá a total compreensão dos três”, declarou Kassab, indicando que os líderes estaduais compreendem que apenas um deles será o escolhido para representar a sigla na disputa nacional, e que essa escolha será feita em um clima de harmonia. Essa união é fundamental para um partido que almeja ser uma terceira via, evitando a fragmentação interna comum em grandes legendas.

Kassab também enfatizou a preparação de seus potenciais presidenciáveis. Eles são considerados aptos tanto do ponto de vista político, com vasto conhecimento em gestão pública e articulação, quanto no quesito comunicação, essencial para cativar o eleitorado em um cenário cada vez mais digital e dinâmico. A direção da campanha do candidato escolhido, segundo ele, terá um papel crucial em angariar os votos necessários, consolidando a imagem de uma liderança capaz de dialogar com diferentes segmentos da sociedade.

O PSD, sob a liderança de Kassab, está de olho em um eleitorado específico: o de centro-esquerda e centro-direita. Este segmento, por vezes desfavorecido pela polarização política atual, busca alternativas que não se alinhem nem com o Partido dos Trabalhadores (PT) do presidente Lula, nem com o espectro político associado a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Confio nos três candidatos, eles têm o que mostrar, estão bem avaliados”, completou Kassab, reiterando a capacidade dos governadores em atrair essa fatia do eleitorado, considerada decisiva para o resultado final das eleições. A ideia é apresentar uma proposta moderada e equilibrada, que fuja dos extremismos e dialogue com as demandas da população por estabilidade e progresso.

Os perfis dos presidenciáveis do PSD

O trio de governadores elencado por Gilberto Kassab para a possível disputa presidencial de 2026 representa uma força política heterogênea, mas complementar, dentro do PSD. Eduardo Leite, que comanda o Rio Grande do Sul, é um político com perfil de centro-direita, conhecido por sua gestão fiscal e reformas administrativas. Sua capacidade de articulação e sua experiência em governar um estado complexo como o gaúcho o credenciam como um nome com apelo em parte do eleitorado que busca renovação e eficiência. Ratinho Júnior, governador do Paraná, possui um perfil mais popular e pragmático. Sua gestão no estado tem sido marcada por investimentos em infraestrutura e modernização, com boa aceitação junto à população paranaense. A herança política de seu pai, Carlos Massa Ratinho, também contribui para seu reconhecimento em um espectro mais amplo. Por fim, Roberto Caiado, governador de Goiás, traz consigo uma imagem de político firme, com forte discurso na área de segurança pública e pautas ligadas ao agronegócio. Sua trajetória, que inclui passagens pelo Congresso Nacional, e sua recente filiação ao PSD reforçam a estratégia do partido de atrair lideranças consolidadas e com capilaridade regional. A confiança de Kassab reside justamente na capacidade desses nomes em demonstrar resultados e em se comunicar com diferentes eleitorados, cada um trazendo sua bagagem e estilo para a mesa.

Movimentações políticas e alianças estratégicas do partido

A postura de Tarcísio de Freitas e o apoio do PSD em São Paulo

A dinâmica política do PSD é complexa e se estende para além da disputa presidencial. Um ponto de atenção é a relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Questionado sobre a clara preferência de Tarcísio pela candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, Kassab adotou uma postura pragmática e compreensiva. O presidente do PSD afirmou que o governador de São Paulo “faz o que tem que ser feito” ao apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, dado seu histórico e alinhamento político. No entanto, Kassab foi enfático ao ressaltar que essa preferência pessoal de Tarcísio não altera o apoio irrestrito do PSD à sua gestão em São Paulo.

Tarcísio de Freitas havia reafirmado, após um encontro com o ex-presidente Bolsonaro em Brasília, seu compromisso com a reeleição em São Paulo e seu apoio a Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à presidência. “Meu interesse é ficar em São Paulo. Eu sou grato ao Estado de São Paulo por tudo que o Estado me deu, pela confiança que depositaram em mim”, declarou o governador. Essa postura de Tarcísio mostra uma fidelidade aos seus aliados mais próximos, enquanto Kassab demonstra a capacidade do PSD de manter alianças estratégicas em estados-chave, mesmo com diferenças na esfera federal. A complexidade do cenário político permite que o PSD apoie Tarcísio em São Paulo, um estado de enorme peso eleitoral, sem que isso o impeça de ter sua própria candidatura à presidência, buscando um caminho independente. A habilidade de Kassab em gerenciar essas relações é crucial para o fortalecimento do partido em diferentes frentes.

Fortalecimento em estados-chave e futuro político de Kassab

A visão estratégica de Gilberto Kassab para o PSD vai além da eleição presidencial, abrangendo o fortalecimento da legenda em importantes pleitos estaduais. A filiação de Roberto Caiado, por exemplo, não apenas adiciona um nome de peso à lista de presidenciáveis, mas também consolida a presença do PSD em Goiás. Além disso, a articulação de Kassab trouxe para o partido Mateus Simões, atual vice-governador de Minas Gerais, estado com o segundo maior colégio eleitoral do país. Simões, que se filiou ao PSD no fim de 2025, é cotado para disputar o governo mineiro em 2026, dado que o atual governador Romeu Zema (NOVO) não poderá concorrer à reeleição. Essa movimentação posiciona o PSD de forma competitiva em Minas Gerais, um estado de grande relevância política e econômica.

Em São Paulo, outro estado crucial, Kassab conta com o vice-governador Felício Ramuth. A expectativa é que Ramuth, que atualmente está no PSD, continue na chapa de Tarcísio de Freitas em uma possível busca pela reeleição. Fontes próximas indicam que tanto Tarcísio quanto seu partido, o Republicanos, preferem a manutenção de Ramuth no cargo. Essas alianças e filiações estratégicas demonstram a habilidade de Kassab em construir e solidificar uma rede de apoio e influência em todo o país, fortalecendo a legenda em múltiplos níveis de governo.

Questionado sobre seu próprio futuro político, Gilberto Kassab, que já ocupou cargos de deputado federal, vereador, deputado estadual e prefeito de São Paulo, demonstrou flexibilidade e lealdade. Ele afirmou que confia plenamente em Tarcísio de Freitas e que o amparará em qualquer decisão que o governador tomar. “Já fui deputado federal, vereador, deputado estadual, prefeito de São Paulo. Gosto da vida pública e não tem por que não acompanhá-lo (Tarcísio) no que ele achar melhor”, finalizou Kassab. Essa declaração sugere que, embora não necessariamente busque um cargo eletivo para si, Kassab continuará a ser uma força motriz nos bastidores e um articulador fundamental para o PSD e seus aliados, consolidando sua imagem de um dos mais experientes estrategistas políticos do Brasil.

Desafios e perspectivas para o PSD

O PSD se posiciona em um nicho político cada vez mais desafiador: o centro. Em um país marcado pela polarização entre direita e esquerda, buscar uma via alternativa exige uma estratégia robusta e uma comunicação clara para diferenciar-se dos extremos. A decisão de Kassab de descartar as prévias e apostar na união dos governadores Eduardo Leite, Ratinho Júnior e Roberto Caiado é um indicativo da determinação do partido em apresentar uma chapa coesa e com experiência comprovada. Contudo, o desafio reside em traduzir essa união interna em apelo popular, convencendo o eleitorado de que a proposta de centro do PSD é a mais viável para o futuro do país. A habilidade de navegar pelas complexas alianças estaduais, como o apoio a Tarcísio de Freitas em São Paulo, sem diluir sua identidade nacional, será crucial para o sucesso da empreitada do PSD em 2026.

Ainda que a escolha do candidato seja feita de forma “tranquila”, a concorrência por espaço na mídia e a disputa por narrativas serão intensas. O PSD precisará consolidar a imagem de um partido que oferece estabilidade, gestão eficiente e um caminho para o desenvolvimento, sem se prender aos rótulos ideológicos que tanto dividem a sociedade brasileira. A presença forte em estados-chave, a filiação de lideranças estratégicas e a experiência de Gilberto Kassab nos bastidores conferem ao partido uma base sólida para enfrentar os próximos anos.

A decisão de não realizar prévias e a confiança expressa por Gilberto Kassab em seus governadores solidificam a estratégia do PSD para a eleição presidencial de 2026. Com Eduardo Leite, Ratinho Júnior e Roberto Caiado como opções fortes, o partido busca se consolidar como uma via de centro, atraindo eleitores descontentes com os polos políticos atuais. As movimentações em estados-chave, como Minas Gerais e São Paulo, e a habilidade de Kassab em gerir alianças complexas, mesmo diante de apoios cruzados, demonstram a articulação e a ambição do PSD em influenciar decisivamente o próximo pleito. O cenário aponta para uma eleição onde a moderação e a capacidade de diálogo do PSD podem ser um diferencial crucial, moldando o futuro político do Brasil.

Para aprofundar-se na análise das estratégias partidárias e nas possíveis candidaturas para 2026, continue acompanhando as atualizações sobre o cenário político nacional.

Fonte: https://jovempan.com.br

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