Em um desfecho inesperado para o Grupo D da Copa do Mundo, os Estados Unidos perderam da Turquia por 3 a 2 na madrugada desta sexta-feira, em um confronto disputado no SoFi Stadium, em Los Angeles. Apesar da derrota, que marcou o encerramento da fase de grupos, a seleção norte-americana já estava garantida na segunda fase e assegurou a liderança da chave com seis pontos. O resultado, embora não alterasse a classificação dos anfitriões, serviu como um alerta e definiu o próximo adversário dos EUA: a Bósnia e Herzegovina. A Turquia, já eliminada, encerrou sua participação no Mundial com uma vitória honrosa, somando seus primeiros três pontos na competição. O palco está montado para os desafios das oitavas de final.
O resultado e as implicações para o grupo D
A partida entre Estados Unidos e Turquia, válida pela terceira e última rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026, culminou em uma vitória surpreendente da equipe europeia por 3 a 2. O confronto, realizado na noite de quinta-feira, 25 de junho de 2026, no imponente SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, não alterou a posição final dos norte-americanos na chave, que já haviam garantido sua classificação antecipada para a próxima fase do torneio. Mesmo com o revés, os Estados Unidos mantiveram a liderança do Grupo D, acumulando seis pontos em três jogos, fruto de duas vitórias e uma derrota.
Liderança assegurada e próximo desafio norte-americano
Apesar da derrota para a Turquia, a seleção dos Estados Unidos encerra a fase de grupos na primeira colocação do Grupo D. Essa posição estratégica os coloca em um caminho definido para as oitavas de final da Copa do Mundo. O próximo adversário dos anfitriões será a Bósnia e Herzegovina, em uma partida que promete ser decisiva e de alta tensão. O embate está agendado para a próxima quinta-feira, 1º de julho de 2026, com início previsto para as 21h (horário de Brasília). O palco deste importante confronto será o Levi’s Stadium, localizado em San Francisco, na Califórnia, mais um dos estádios que sediam o Mundial. A equipe do técnico Mauricio Pochettino terá agora alguns dias para analisar o desempenho contra a Turquia e se preparar para o desafio da fase eliminatória.
Despedida da Turquia com vitória de honra
Por outro lado, a Turquia, que entrou em campo já sem chances de classificação para a segunda fase da Copa, despediu-se do torneio com uma performance combativa e uma vitória valiosa. O triunfo por 3 a 2 sobre os Estados Unidos representou os primeiros e únicos três pontos da equipe turca no Grupo D, o que a posicionou na quarta e última colocação da chave. Embora eliminados, os jogadores e a comissão técnica turca certamente celebrarão o resultado como uma vitória de honra, mostrando resiliência e capacidade de competir em alto nível, mesmo em um cenário de eliminação. A partida foi uma demonstração de que, no futebol, cada jogo importa, independentemente das implicações na tabela.
Detalhes da partida: um confronto movimentado em Los Angeles
O jogo entre Turquia e Estados Unidos foi marcado por reviravoltas e emoção até os minutos finais, com ambas as equipes mostrando intensidade e buscando o gol. A arbitragem ficou a cargo do argelino Mustapha Ghorbal, auxiliado por seus compatriotas Mokrane Gourari e Abbes Akram Zerhoun, com o VAR sob responsabilidade do norte-americano Antonio Garcia. Os cartões amarelos foram escassos, com apenas Sebastian Berhalter, dos EUA, sendo advertido, e nenhum cartão vermelho foi apresentado, o que indica uma partida disputada, mas leal.
Primeiro tempo: trocas de liderança e gols
A partida começou elétrica, com os Estados Unidos pressionando desde os primeiros instantes. Logo aos dois minutos, após cobrança de escanteio de Berhalter e um corte imperfeito de Bardakci, McKennie finalizou para uma boa defesa do goleiro Çakir. No lance seguinte, a insistência norte-americana foi recompensada: Berhalter cruzou novamente de escanteio na segunda trave, e o zagueiro Auston Trusty, com a perna esquerda, balançou as redes, abrindo o placar para os anfitriões aos 3 minutos do primeiro tempo.
A resposta turca, no entanto, não demorou a vir. Aos nove minutos, a Turquia orquestrou um belo contra-ataque. Yilmaz recebeu na entrada da área e tocou para Arda Guler, que dominou e, com precisão, finalizou de esquerda, marcando o primeiro gol turco na Copa do Mundo e empatando o confronto em Los Angeles. Aos 14 minutos, Aaronson tentou recolocar os EUA à frente com um chute cruzado de dentro da área, mas Çakir demonstrou reflexos apurados e defendeu. Aos 29, McKenzie chegou a marcar o que seria o segundo gol norte-americano, mas a jogada foi anulada por impedimento. No minuto seguinte, a Turquia virou o placar: Guler fez um belo passe em profundidade pela esquerda para Elmali, que cruzou na pequena área para Orkun Kokçu completar às redes, fazendo 2 a 1 para os turcos. Nos minutos finais da primeira etapa, aos 44, McKennie ainda arriscou de longe, obrigando Çakir a mais uma defesa.
Segundo tempo: persistência e gol decisivo no fim
O segundo tempo reiniciou com a mesma intensidade do primeiro. Novamente, os Estados Unidos conseguiram um gol nos primeiros minutos da etapa complementar. Aos três minutos do segundo tempo, em uma lateral cobrada na área turca, Kokçu afastou mal a bola, e Sebastian Berhalter, que já havia participado dos lances de ataque no primeiro tempo, chutou firme de primeira da entrada da área, sem chances para Çakir, empatando o jogo em 2 a 2.
Os Estados Unidos tiveram chances claras de virar a partida. Aos 17 minutos, Scally cruzou e Pulisic desviou com a perna esquerda, mas Çakir fez uma defesa espetacular, com a bola ainda batendo na trave antes de sair pela linha de fundo. Pouco depois, aos 21, Pulisic arrancou pela esquerda e finalizou em cima do goleiro turco, que espalmou para o meio da área. McKennie ficou com a sobra, com o gol desprotegido à sua frente, mas errou a pontaria e mandou a bola para fora, perdendo uma oportunidade dourada. Quando o empate parecia selado e a partida se encaminhava para o final, a Turquia encontrou forças para o gol da vitória. Aos 52 minutos do segundo tempo, já nos acréscimos, Uzun recebeu um cruzamento na pequena área e finalizou. Robinson conseguiu um leve desvio, mas Kaan Ayhan, atento ao rebote, completou para o gol, selando a vitória turca por 3 a 2 e encerrando o jogo de forma dramática.
Análise tática e desempenho individual
A partida no SoFi Stadium foi um embate de estratégias entre os técnicos Mauricio Pochettino, à frente dos Estados Unidos, e Vincenzo Montella, comandante da seleção turca. Ambos optaram por formações que buscavam explorar as laterais e a velocidade de seus jogadores ofensivos, resultando em um jogo aberto e com muitas chances de gol.
Escalações e estratégias dos técnicos
Os Estados Unidos entraram em campo com Matt Turner no gol; Joseph Scally (substituído por Freeman), Miles Robinson, Mark McKenzie e Auston Trusty na defesa; Weston McKennie (substituído por Tillman), Sebastian Berhalter e Giovanni Reyna (substituído por Dest) no meio-campo; e Brendan Aaronson (substituído por Zendejas), Timothy Weah (substituído por Pulisic) e Ricardo Pepi no ataque. A equipe de Pochettino mostrou um jogo de posse e transições rápidas, com Berhalter e Trusty se destacando pelos gols e McKennie pela presença ofensiva. As substituições buscaram dar novo fôlego e opções táticas, com a entrada de Pulisic quase mudando o destino da partida.
A Turquia escalou Ugurcan Çakir no gol; Zeki Celik (substituído por Soyuncu), Ozan Kabak e Abdulkerim Bardakci na linha defensiva; Samet Aydin (substituído por Muldur), Salih Ozcan, Orkun Kokçu (substituído por Ayhan), Eren Elmani e Arda Guler no meio-campo; e Baris Yilmaz (substituído por Kahveci) e Kenan Yildiz (substituído por Uzun) no ataque. O técnico Montella apostou na criatividade de Arda Guler, que foi fundamental no primeiro gol e na assistência para o segundo. A entrada de Kaan Ayhan e Uzun no final da partida provou ser decisiva, com Ayhan marcando o gol da vitória. O goleiro Çakir foi um dos grandes nomes do jogo, com defesas cruciais que mantiveram a Turquia viva na partida.
Destaques em campo e momentos cruciais
Individualmente, alguns jogadores tiveram atuações de destaque. Pelo lado norte-americano, Sebastian Berhalter foi crucial, participando de ambos os gols de sua equipe, com uma assistência e um gol. Auston Trusty abriu o placar, mostrando perigo nas bolas aéreas. No entanto, as chances perdidas por McKennie e Pulisic no segundo tempo foram momentos que poderiam ter alterado o resultado em favor dos EUA.
Para a Turquia, Arda Guler demonstrou seu talento promissor, marcando um belo gol e contribuindo com uma assistência que virou o jogo no primeiro tempo. Orkun Kokçu, com seu gol e movimentação, também foi uma peça importante. O desempenho do goleiro Ugurcan Çakir merece menção especial, com defesas que impediram os Estados Unidos de retomar a liderança em diversos momentos. Kaan Ayhan, saindo do banco, tornou-se o herói improvável ao marcar o gol da vitória nos instantes finais, coroando uma performance de garra da equipe turca. A capacidade da Turquia de reagir após estar em desvantagem duas vezes e de encontrar o gol decisivo nos acréscimos demonstra uma grande força mental e determinação tática.
A derrota, embora não impacte a classificação dos Estados Unidos, serve como um importante aprendizado e um teste para a resiliência da equipe antes da fase eliminatória. A Turquia, por sua vez, despede-se da competição com a cabeça erguida, deixando uma impressão positiva e a promessa de um futuro promissor para seus jovens talentos.
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