março 5, 2026

Trump quer se envolver na sucessão do Irã e vê filho de Khamenei como inaceitável

G1

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta quarta-feira a necessidade de Washington se envolver ativamente na escolha do próximo líder supremo do Irã, alertando que a possível ascensão de Mojtaba Khamenei, filho do atual aiatolá Ali Khamenei, seria “inaceitável”. A declaração surge em meio a uma intensa campanha militar conjunta dos EUA e Israel contra o Irã, que já se estende por cinco dias. A Casa Branca, por meio de sua porta-voz Karoline Leavitt, confirmou discussões internas sobre o papel futuro dos Estados Unidos no país persa. Este posicionamento de Trump destaca a complexidade e a urgência da situação geopolítica no Oriente Médio, com Washington buscando moldar o cenário pós-conflito e garantir seus interesses estratégicos na região.

A postura de Washington sobre o futuro do Irã

Declarações da Casa Branca e críticas à mídia

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, abordou as questões sobre os objetivos dos Estados Unidos na campanha militar contra o Irã e o futuro do governo iraniano. Leavitt afirmou que Washington e seus assessores estão avaliando o papel que a nação poderia desempenhar no Irã após a conclusão das operações militares. Questionada sobre as críticas que a administração tem recebido em relação à sua operação militar, a porta-voz defendeu veementemente as ações, alegando que os cidadãos americanos apoiam a decisão presidencial.

Leavitt aproveitou a oportunidade para atacar a imprensa, acusando-a de produzir “manchetes de notícias falsas” que alegam que a ação militar foi injustificável. “O presidente é inteligente o suficiente para perceber a falsidade das manchetes de notícias falsas produzidas por pessoas nesta sala, que afirmam que sua ação foi injustificável. Este é um regime terrorista desonesto que vem ameaçando os Estados Unidos, nossos aliados e nosso povo há 47 anos, e o povo americano é inteligente o suficiente para saber disso”, declarou Leavitt, reforçando a narrativa de que a intervenção é uma resposta a uma ameaça de longa data. Ela assegurou que, no momento, não há planos para uma ofensiva terrestre. Adicionalmente, Leavitt revelou que o momento do ataque conjunto dos EUA e de Israel foi influenciado pelo recebimento de informações cruciais sobre o paradeiro do aiatolá Ali Khamenei. Ela também confirmou que relatórios indicam que o nome de Mojtaba Khamenei, filho do atual líder supremo, tem surgido como o principal candidato à sua sucessão.

Otimismo militar e vitórias no campo de batalha

A avaliação do secretário de guerra

Mais cedo, na mesma quarta-feira, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, apresentou uma avaliação otimista do conflito, afirmando que o país está “vencendo” a guerra contra o Irã. Hegseth reconheceu que a guerra está apenas no começo, mas enfatizou que os EUA já alcançaram vitórias “históricas” contra o regime iraniano e suas forças militares. Em um tom assertivo e combativo, o secretário prometeu novas ondas de amplos bombardeios norte-americanos.

“Os Estados Unidos estão vencendo de forma decisiva, devastadora e sem piedade. Estamos batendo neles enquanto eles estão caídos. Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso”, afirmou Hegseth, delineando uma estratégia de pressão contínua e implacável. Ele prosseguiu detalhando os danos infligidos às capacidades militares iranianas: “A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. Eles estão acabados e sabem disso”. O secretário de Guerra também mencionou que o Irã havia tentado assassinar o presidente Donald Trump, mas garantiu que “o líder da unidade dessa investida está morto e foi Trump quem deu a última risada”, destacando a retaliação americana.

Ataques estratégicos e baixas iranianas

Nos últimos dias, os Estados Unidos têm reivindicado a morte de muitos oficiais iranianos de alto escalão, intensificando a pressão sobre a liderança militar do Irã. Entre as ações militares mais notáveis, os Estados Unidos reivindicaram um ataque de submarino contra um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka, ocorrido durante a madrugada. O incidente resultou em um número significativo de baixas, com a Marinha e o Ministério da Defesa do Sri Lanka relatando 80 mortos, além de desaparecidos e 78 feridos. Para corroborar a ação, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou um vídeo que, segundo eles, mostra o momento exato em que o submarino norte-americano lança o ataque ao navio iraniano, servindo como prova da assertividade e capacidade operacional dos EUA na região.

Conclusão

A declaração de Donald Trump sobre a necessidade de envolvimento americano na sucessão do líder supremo do Irã, aliada à rejeição de Mojtaba Khamenei, sublinha a intenção de Washington de exercer influência direta sobre o futuro político iraniano em meio ao conflito em curso. As defesas da operação pela Casa Branca e as promessas de vitórias “históricas” por parte do secretário de Guerra, Pete Hegseth, pintam um quadro de confiança e agressividade militar dos EUA. Com a campanha militar avançando, e relatórios sobre a aniquilação das forças iranianas e ataques estratégicos, como o ocorrido na costa do Sri Lanka, as tensões no Oriente Médio continuam a escalar, com implicações profundas para a estabilidade regional e global.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta crise geopolítica e suas ramificações internacionais.

Fonte: https://g1.globo.com

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