fevereiro 9, 2026

Tragédia na Suíça: incêndio em estação de esqui eleva para 47 o número de mortos

G1

Um incêndio devastador seguido de explosão em uma estação de esqui de luxo na Suíça elevou para 47 o número de mortos, conforme informações atualizadas pelas autoridades italianas. A tragédia, ocorrida durante uma festa de Ano Novo no resort de Crans-Montana, deixou um rastro de destruição e luto, com dezenas de pessoas feridas e muitas ainda desaparecidas. Este incêndio em estação de esqui suíça, que atingiu o bar Le Constellation, chocou a comunidade local e gerou preocupação internacional devido ao grande número de vítimas estrangeiras, em sua maioria jovens turistas. As operações de resgate e identificação são complexas, com corpos carbonizados que dificultam o trabalho forense e prolongam a angústia das famílias à espera de notícias. A causa exata do sinistro ainda está sob investigação, mas a polícia descarta, por ora, a hipótese de terrorismo, focando em um acidente.

A escalada da tragédia e o drama das vítimas

Contagem de mortos e identificação desafiadora

O balanço inicial de vítimas do incêndio na estação de esqui de Crans-Montana tem sido um dos pontos mais angustiantes e mutáveis da tragédia. Inicialmente, o governo local confirmava dez óbitos, mas já alertava que o número era parcial e que “dezenas de pessoas poderiam ter morrido”. A gravidade da situação foi confirmada posteriormente pelo ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que, após receber informações das autoridades suíças, anunciou que o total de mortos havia subido para 47. Este número, contudo, ainda é considerado preliminar, uma vez que há um número significativo de desaparecidos, e a natureza do desastre complica enormemente o processo.

A identificação dos corpos é um dos maiores desafios enfrentados pelas equipes forenses. Muitos dos corpos foram encontrados carbonizados, o que exige exames detalhados de DNA e outras técnicas avançadas de reconhecimento. As autoridades locais já indicaram que a separação e identificação das vítimas pode levar semanas, prolongando a agonia das famílias que aguardam por informações concretas sobre seus entes queridos. A dificuldade em contabilizar precisamente os mortos reflete a intensidade das chamas e a rapidez com que o fogo se espalhou, deixando poucas chances de escape para muitos dos presentes no bar, que estava lotado para as celebrações.

Perfil das vítimas e dimensão internacional

A maioria das vítimas do incêndio é composta por jovens e turistas, o que adiciona uma camada de dor e preocupação internacional à tragédia. O bar Le Constellation, onde a explosão e o fogo ocorreram, é conhecido por ser um ponto de encontro popular entre a juventude e visitantes da cidade, especialmente durante celebrações como o Ano Novo. Relatos indicam que muitos dos presentes no local no momento do acidente eram estrangeiros, o que acionou consulados e embaixadas de diversos países, mobilizando diplomatas e equipes de apoio consular.

Entre as nacionalidades mais afetadas, a Itália surge com um cenário particularmente dramático. O ministro Tajani informou que há pelo menos 16 cidadãos italianos desaparecidos, além de outros 12 que estão recebendo atendimento médico em hospitais locais, muitos em estado grave com queimaduras e ferimentos severos. Outras nações também monitoram a situação de seus cidadãos. O Consulado do Brasil em Genebra, por exemplo, declarou que, até o momento, não havia notificações sobre brasileiros entre as vítimas, mas que diplomatas estavam em contato constante com as autoridades suíças para verificar todas as informações.

A comunidade de Crans-Montana tem se mobilizado em solidariedade. Moradores locais têm ido ao entorno do bar Le Constellation, transformando o local em um memorial improvisado com flores e velas em homenagem aos que perderam a vida, um gesto de profunda dor e respeito. Carros funerários são frequentemente avistados na área, evidenciando a sombria realidade. Além disso, a polícia e a própria comunidade estabeleceram canais de comunicação para fornecer informações, especialmente direcionados aos pais, dado o perfil jovem da maioria das vítimas. Um dos hospitais que atende os feridos confirmou que o paciente mais jovem tem apenas 16 anos, ressaltando a idade das pessoas envolvidas no sinistro e o impacto em suas famílias.

O epicentro do desastre e as primeiras investigações

Cronologia e cenário do incêndio

A madrugada de 1º de janeiro foi marcada por um cenário de terror na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça. Por volta da 1h30 no horário local (20h30 de quarta-feira no horário de Brasília), uma explosão seguida por um incêndio atingiu o bar Le Constellation, localizado dentro do luxuoso resort. O estabelecimento estava lotado com pessoas celebrando a chegada do Ano Novo. Testemunhas descreveram que o fogo se alastrou com uma velocidade alarmante, exacerbada pelo teto de madeira do bar, uma característica que infelizmente contribuiu para a rápida propagação das chamas e dificultou a saída dos frequentadores, criando pânico e confusão.

Inicialmente, o barulho da explosão foi confundido por muitos moradores com a tradicional queima de fogos de artifício da virada do ano, um som comum na celebração. Somente quando as chamas se tornaram visíveis do lado de fora do bar, projetando-se contra a noite escura, a verdadeira extensão da tragédia começou a ser compreendida. A comunidade local agiu rapidamente, com muitos residentes correndo para o local para prestar socorro às vítimas. Em um esforço improvisado e heroico, muitos feridos foram retirados do bar e receberam os primeiros atendimentos em estabelecimentos próximos antes da chegada completa das equipes de emergência, que incluíram bombeiros, paramédicos e helicópteros para transporte dos casos mais graves para hospitais especializados.

Hipóteses sobre a causa do incêndio

A investigação para determinar a causa exata do incêndio em Crans-Montana está em andamento e é prioritária para as autoridades suíças, que mobilizam equipes de peritos e investigadores. Até o momento, não há uma confirmação oficial, mas a polícia local já indicou que a principal linha de investigação aponta para uma explosão acidental. De forma categórica, e para tranquilidade da população e dos turistas que frequentam a região, a hipótese de terrorismo foi descartada no estágio atual da apuração, embora as investigações prossigam em todas as frentes para não deixar dúvidas.

Duas teorias principais têm sido levantadas em relação ao que teria deflagrado o sinistro. A primeira delas, mencionada pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália, sugere que um rojão ou fogo de artifício utilizado durante as celebrações de Ano Novo possa ter provocado a explosão inicial e subsequentemente o incêndio. A segunda hipótese surgiu de relatos de duas turistas francesas, que afirmaram que o fogo teria começado após uma funcionária do bar acender velas muito próximas ao teto de madeira do estabelecimento. Ambas as possibilidades estão sendo exaustivamente investigadas pelos peritos, que buscam evidências concretas no local devastado para chegar a uma conclusão definitiva sobre o evento que tirou tantas vidas e marcou o início do ano com uma dor profunda.

Reflexões e o futuro da investigação

A tragédia na estação de esqui de Crans-Montana representa um dos mais graves acidentes em resorts turísticos na Suíça em décadas. Com o número de mortos atingindo a triste marca de 47 e ainda com a possibilidade de aumentar, a urgência em desvendar as circunstâncias do ocorrido é imensa. A comunidade internacional, especialmente os países com cidadãos entre as vítimas, acompanha de perto cada desdobramento, enquanto as famílias enfrentam um doloroso processo de luto e espera pela identificação final dos seus entes queridos, uma tarefa que se mostra longa e complexa.

As semanas à frente serão cruciais para a investigação. A análise forense dos destroços, a coleta de depoimentos de sobreviventes e testemunhas, e a avaliação de todas as hipóteses apresentadas serão fundamentais para que as autoridades suíças possam oferecer respostas claras e definitivas. Além de determinar a causa, a investigação também buscará identificar possíveis falhas de segurança que possam ter contribuído para a rápida propagação do fogo e para a dificuldade de escape. É imperativo que lições sejam aprendidas para evitar que tais catástrofes se repitam, garantindo que locais de lazer e celebração sejam, acima de tudo, seguros e que a memória das vítimas seja honrada com a busca incessante pela verdade.

Acompanhe as últimas atualizações sobre a investigação e o impacto desta tragédia internacional em nosso portal de notícias.

Fonte: https://g1.globo.com

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