O Sport Club Corinthians Paulista sagrou-se tetracampeão da Copa do Brasil ao superar o Club de Regatas Vasco da Gama por 2 a 1, em uma emocionante partida disputada no último domingo (21), no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Este triunfo histórico para o clube alvinegro do Parque São Jorge encerra uma campanha desafiadora e reafirma sua hegemonia na competição nacional. A vitória na segunda e decisiva partida da final, após um empate sem gols no primeiro confronto em Itaquera, não apenas garantiu o cobiçado título, mas também assegurou ao Corinthians uma vaga direta na prestigiada Copa Libertadores da América de 2026, um objetivo crucial para o planejamento da equipe.
O caminho para o tetracampeonato
A primeira etapa decisiva
A jornada rumo ao tetracampeonato da Copa do Brasil foi pautada por momentos de alta tensão e estratégias calculadas. O primeiro capítulo da grande final foi escrito na Arena Corinthians, em Itaquera, na quarta-feira (17), com um empate em 0 a 0 entre as duas equipes. O resultado da partida de ida deixou a decisão completamente aberta para o confronto de volta. Sob os olhares de sua torcida apaixonada, o Corinthians buscou impor seu ritmo, mas encontrou um Vasco da Gama bem postado defensivamente, que conseguiu neutralizar as investidas alvinegras e criar poucas chances de gol. A igualdade sem gols serviu como um prelúdio para a intensidade que seria vista no Maracanã, elevando as expectativas e a pressão sobre ambos os elencos e comissões técnicas.
A tensão no Maracanã
A atmosfera no Maracanã era de pura efervescência antes do apito inicial. Com milhares de torcedores de ambos os lados e uma rivalidade histórica em jogo, o palco estava montado para uma final memorável. Para o Corinthians, a busca pelo quarto título da Copa do Brasil representava a consolidação de uma era de sucesso e a afirmação de sua força no cenário nacional. Para o Vasco, a oportunidade de levantar o troféu significava um retorno à glória em uma competição de grande prestígio. A tensão era palpável, e cada lance prometia ser decisivo em um jogo onde o erro não seria perdoado. A história de grandes finais no lendário estádio adicionava um peso extra à ocasião, com jogadores cientes da importância de seus papéis em um capítulo que seria gravado nos anais do futebol brasileiro.
A dinâmica da final no Maracanã
Primeiros 45 minutos: Tática e gols
O confronto decisivo começou com o Vasco da Gama, sob o comando do técnico Fernando Diniz, tentando impor seu estilo de jogo baseado na posse de bola e nas jogadas de associação entre seus atletas de frente. A equipe cruzmaltina buscava envolver o adversário com passes curtos e movimentação constante. Por outro lado, o Corinthians, adotando uma postura mais reativa, iniciou a partida com um quarteto de marcadores no meio-campo, priorizando a solidez defensiva e apostando na velocidade dos contra-ataques para surpreender.
Essa estratégia se mostrou eficaz aos 18 minutos, quando o lateral Matheuzinho realizou um lançamento preciso e longo, encontrando Yuri Alberto. Com notável liberdade, o atacante corintiano dominou a bola e finalizou com precisão na saída do goleiro Léo Jardim, que nada pôde fazer para evitar o primeiro gol do Timão. Aos 25 minutos, Yuri Alberto teve uma chance clara para ampliar a vantagem, após um voleio do volante Martínez que sobrou em seus pés, mas sua finalização passou com perigo, para fora.
A resposta do Vasco veio aos 30 minutos, em uma cobrança de escanteio de Philippe Coutinho que encontrou a cabeça de Thiago Mendes, forçando uma boa defesa do goleiro Hugo Souza. O lance animou o Cruzmaltino, que intensificou sua pressão. Aos 35, Philippe Coutinho esteve perto de igualar o placar com um chute perigoso. Aos 40 minutos, o Vasco alcançou o empate: o colombiano Andrés Gómez avançou pela direita e cruzou na medida para o português Nuno Moreira, que subiu muito para cabecear, deixando tudo igual antes do intervalo.
Segundo tempo: Ajustes e gol da vitória
Após o intervalo, o técnico Fernando Diniz adiantou as linhas de seu time, intensificando a pressão sobre a defesa adversária na tentativa de virar o jogo. No entanto, o Corinthians demonstrou grande maturidade e resiliência para furar a pressão vascaína, executando outro contra-ataque cirúrgico para retomar a liderança no placar.
Aos 17 minutos da etapa complementar, uma jogada individual de Breno Bidon foi decisiva. O jovem meio-campista se livrou da marcação de Barros com um drible desconcertante e enfiou a bola para Matheuzinho. O lateral, por sua vez, tocou para Yuri Alberto, que, com muita liberdade e inteligência, rolou para o holandês Memphis Depay. Dentro da pequena área, o atacante não perdoou, finalizando para o fundo das redes e colocando o Corinthians novamente em vantagem.
Com a desvantagem no marcador, Fernando Diniz não teve outra alternativa senão reforçar o setor ofensivo, buscando o empate a todo custo. Entraram em campo o argentino Vegetti, o garoto GB, o meia-atacante Matheus França e o atacante David. Embora o Vasco tenha se desorganizado taticamente em sua busca pelo gol, a equipe, na base da vontade, conseguiu criar alguns lances de perigo. Aos 47 minutos, o atacante Rayan acertou uma potente finalização que exigiu uma grande defesa do goleiro Hugo Souza. Contudo, o Corinthians mostrou competência exemplar para se fechar na defesa, suportar a pressão final do adversário e segurar o placar que lhe garantiu o tetracampeonato da Copa do Brasil.
Legado e futuro
O significado do quarto título
A conquista do quarto título da Copa do Brasil representa um marco significativo na história do Corinthians. O clube já havia levantado o troféu em 1995, 2002 e 2009, e este novo triunfo solidifica sua posição entre os maiores campeões da competição nacional. Mais do que um simples troféu, este título simboliza a capacidade de superação, a força coletiva e a resiliência de um elenco que enfrentou adversidades ao longo da temporada. Para a torcida, o tetracampeonato é a celebração de mais um capítulo vitorioso, reafirmando a mística alvinegra em momentos decisivos. A vitória em um clássico nacional na grande final adiciona um sabor especial à conquista, que será lembrada por muitos anos.
A vaga na Libertadores e perspectivas
Com a vitória na Copa do Brasil, o Corinthians assegurou uma vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2026. Esta classificação antecipada é de extrema importância para o planejamento do clube, tanto no aspecto esportivo quanto financeiro. A participação na principal competição continental garante um aumento significativo na receita e permite à diretoria planejar reforços com mais antecedência e atratividade. Para o elenco, é a oportunidade de disputar o torneio mais cobiçado da América do Sul, almejando o tricampeonato. Para o Vasco, resta a análise da campanha e a reestruturação para as próximas temporadas, buscando retomar o caminho das grandes conquistas.
O Corinthians tetracampeão da Copa do Brasil encerra a temporada de forma gloriosa, com o título que garante uma vaga cobiçada na Libertadores de 2026, reafirmando sua grandeza no futebol nacional e continental. A emocionante final contra o Vasco, decidida no Maracanã, entrará para a história como um exemplo de estratégia, superação e paixão pelo futebol.
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