setembro 22, 2026

Brasil estabelece estratégia de ciência, tecnologia e inovação até 2034

© Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) aprovou um documento de caráter fundamental para o futuro do desenvolvimento nacional: a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o período de 2024 a 2034. Esta iniciativa representa um marco decisivo, delineando as diretrizes que guiarão o progresso científico, tecnológico e inovador do Brasil ao longo da próxima década. A medida, oficializada por meio da Portaria nº 10.226, publicada recentemente, consolida um instrumento vital de planejamento estratégico, que será a espinha dorsal para a formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. A abrangência e o detalhamento previstos asseguram que programas, projetos e ações setoriais sejam conduzidos com foco e coerência, visando impulsionar a competitividade, a sustentabilidade e a inclusão social do país.

A estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação: Um marco para a próxima década

A aprovação da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para 2024-2034 sinaliza um compromisso de longo prazo com o fortalecimento do ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil. Este plano decenal é muito mais do que um conjunto de intenções; ele é o arcabouço central que orientará todos os esforços do MCTI e, por extensão, de diversas instituições parceiras, para fomentar um ambiente propício à geração de conhecimento e à aplicação de soluções inovadoras. O documento tem a incumbência de direcionar investimentos, coordenar iniciativas e garantir que o país esteja alinhado com as demandas e os avanços tecnológicos globais, ao mesmo tempo em que aborda desafios internos cruciais. A sua implementação visa consolidar o Brasil como um ator relevante no cenário científico e tecnológico mundial.

Diretrizes e objetivos centrais

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação delineia uma série de diretrizes essenciais para o desenvolvimento do país nos próximos dez anos. Entre os principais objetivos, está a promoção da pesquisa de ponta em áreas estratégicas como energias renováveis, biotecnologia, inteligência artificial, saúde e agronegócio sustentável, visando a soberania tecnológica e a melhoria da qualidade de vida da população. Busca-se ainda fortalecer a infraestrutura de pesquisa e o capital humano, investindo na formação de cientistas, engenheiros e inovadores altamente qualificados. A estratégia também enfatiza a importância da inovação aberta e da colaboração entre academia, governo e setor produtivo, incentivando a transferência de tecnologia e a criação de novas empresas de base tecnológica. O documento servirá como um mapa de bordo, garantindo que as políticas públicas sejam formuladas com base em evidências, implementadas de forma eficiente e constantemente avaliadas para ajustar rotas e maximizar resultados. É um instrumento dinâmico, desenhado para se adaptar às rápidas transformações do cenário científico e tecnológico global.

O desdobramento em planos de ação

Um dos desdobramentos mais imediatos e cruciais da Estratégia Nacional será a elaboração do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o período de 2027 a 2031. Este plano de ação, que deverá ser detalhado em um prazo de 120 dias, transformará as diretrizes estratégicas em iniciativas concretas, metas quantificáveis e ações práticas e operacionais. É a fase em que a visão se converte em tarefas executáveis, com cronogramas e responsabilidades bem definidos. O plano de ação identificará os projetos prioritários, alocará recursos e estabelecerá indicadores de desempenho para monitorar o progresso em relação aos objetivos estabelecidos na estratégia macro. Detalhar iniciativas significa especificar os programas de fomento à pesquisa, os projetos de infraestrutura laboratorial, as ações de capacitação de recursos humanos e os mecanismos de estímulo à inovação. As metas, por sua vez, serão números e resultados esperados, como o aumento do número de patentes depositadas, a elevação do percentual do PIB investido em P&D ou o crescimento do número de startups inovadoras. As ações práticas envolverão desde editais de financiamento até a criação de novos marcos regulatórios.

A força-tarefa para a concretização da visão

Para assegurar a eficácia na transição da estratégia para a execução, a portaria que instituiu a Estratégia Nacional também criou um grupo de trabalho dedicado a coordenar a elaboração do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação. A formação de um colegiado especializado sublinha o rigor e a seriedade com que o MCTI aborda o desafio de transformar intenções em resultados tangíveis. Este grupo multidisciplinar é essencial para garantir que o plano de ação seja não apenas ambicioso, mas também realista e exequível, considerando a complexidade do cenário de C, T&I no Brasil. A sua atuação será determinante para a articulação entre as diferentes esferas governamentais e os diversos atores do sistema de inovação, assegurando que o planejamento seja colaborativo e representativo das necessidades do país.

Composição e coordenação do grupo de trabalho

O colegiado encarregado da elaboração do Plano de Ação será coordenado pela secretaria-executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, um órgão central que garante a visão estratégica e a articulação institucional. A composição do grupo reflete uma abordagem inclusiva e multidisciplinar, contando com a contribuição de especialistas renomados e representantes com vasta experiência em áreas relacionadas à política científica e tecnológica. Participarão integrantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), uma instituição de prestígio que congrega os mais eminentes cientistas do país, e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundamental para o fomento à pós-graduação e à pesquisa. Além dessas entidades, o grupo incluirá pesquisadores e gestores diretamente ligados ao setor, trazendo para a mesa a experiência prática e o conhecimento de campo. Essa diversidade de perspectivas é crucial para a construção de um plano robusto e abrangente, capaz de endereçar os múltiplos desafios e oportunidades do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação brasileiro.

Atribuições cruciais para o sucesso

As atribuições do grupo de trabalho são detalhadas e estratégicas, desenhadas para garantir a elaboração de um plano de ação coerente e eficaz. Primeiramente, o colegiado será responsável por definir a metodologia e o cronograma de elaboração do plano, estabelecendo as etapas, os prazos e os responsáveis por cada fase do processo. Isso assegura uma abordagem estruturada e organizada. Em segundo lugar, o grupo terá a função vital de promover a articulação entre as diversas unidades do ministério e os demais membros do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). Essa articulação é fundamental para a sinergia entre as políticas e programas, evitando duplicidades e otimizando recursos. A terceira atribuição é consolidar as contribuições técnicas, o que envolve a coleta, análise e síntese de informações e propostas de especialistas, instituições e setores da sociedade civil, garantindo que o plano seja embasado em conhecimento técnico sólido. Por fim, o grupo será encarregado de aprovar a proposta final do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, que será então encaminhada à ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação para sua validação e subsequente implementação. Essas atribuições garantem um processo rigoroso e transparente, com foco na excelência e na relevância para o desenvolvimento nacional.

Perspectivas futuras e o impacto no desenvolvimento brasileiro

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034 representa um farol para o futuro do Brasil, projetando um horizonte de desenvolvimento sustentável e baseado no conhecimento. Sua implementação bem-sucedida tem o potencial de catalisar um crescimento econômico robusto, impulsionado pela inovação e pela agregação de valor em diversos setores. Espera-se que a estratégia fortaleça a capacidade científica e tecnológica do país, fomentando a criação de novas indústrias, a geração de empregos de alta qualificação e a melhoria da competitividade internacional. Além dos benefícios econômicos, a estratégia visa impactar positivamente a sociedade brasileira, oferecendo soluções inovadoras para desafios em saúde, educação, segurança alimentar e meio ambiente, promovendo assim uma maior inclusão social e qualidade de vida. O sucesso desse plano decenal dependerá da contínua colaboração entre o governo, a academia, o setor privado e a sociedade civil, consolidando um ecossistema de inovação vibrante e resiliente. É um compromisso com as futuras gerações, garantindo que o Brasil esteja preparado para os desafios e as oportunidades do século XXI.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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