Um levantamento recente trouxe à tona os primeiros indicativos das intenções de votos para o governo do Maranhão, revelando uma disputa acirrada e a emergência de alguns nomes como favoritos. A pesquisa, que também sondou os potenciais candidatos ao Senado Federal, aponta que o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide, do PSD, desponta na liderança em diversos cenários, tanto para o primeiro quanto para o segundo turno da corrida pelo Executivo estadual. O cenário para as duas vagas no Senado, por sua vez, ainda se mostra com contornos de incerteza, com diferentes configurações sugerindo desfechos variados. Este estudo oferece um panorama detalhado das preferências do eleitorado maranhense, destacando figuras proeminentes e as tendências que podem moldar as próximas eleições.
Cenários para o governo do Maranhão
Primeiro turno e os principais nomes
No que se refere à disputa pelo governo do Maranhão no primeiro turno, o estudo considerou um arranjo com quatro figuras políticas de destaque no cenário estadual. Os nomes apresentados aos eleitores foram Eduardo Braide (PSD), atual prefeito de São Luís; Felipe Camarão (PT), que exerce o cargo de vice-governador do Maranhão; Lahesio Bonfim (Novo), conhecido por sua atuação como ex-prefeito de São Pedro dos Crentes; e Orleans Brandão (MDB), que atualmente ocupa a Secretaria de Assuntos Municipalistas do governo estadual.
Neste cenário simulado, Eduardo Braide emerge na dianteira, conquistando a preferência de 34,6% dos eleitores entrevistados. Em uma posição competitiva, Orleans Brandão aparece na sequência com 30,3% das intenções de voto, indicando uma polarização inicial entre os dois. Lahesio Bonfim, por sua vez, registrou 16,1% das intenções, enquanto Felipe Camarão obteve 6,9%. É relevante notar que uma parcela considerável do eleitorado ainda se mostra indecisa ou expressa a intenção de não votar em nenhum dos nomes. Dentre os entrevistados, 6,4% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 5,7% declararam não saber em quem votar ou não quiseram opinar. Com base nesses percentuais, o levantamento projeta que Eduardo Braide e Orleans Brandão seriam os dois candidatos a avançar para um eventual segundo turno da disputa pelo Executivo maranhense, dada a proximidade de seus resultados e a distância para os demais concorrentes.
Confrontos no segundo turno
A pesquisa foi além e simulou dois cenários para um possível segundo turno, buscando identificar o desempenho dos candidatos em confrontos diretos. O primeiro embate projetado colocou lado a lado Eduardo Braide e Orleans Brandão, os dois líderes do primeiro turno. Nesta configuração, Eduardo Braide obteve uma vitória com 47,3% das intenções de voto, enquanto Orleans Brandão alcançou 39,1%. Os números sugerem uma vantagem considerável para o prefeito de São Luís em um enfrentamento direto com o secretário, evidenciando a solidez de sua base eleitoral e a capacidade de atrair votos de outros segmentos do eleitorado.
O segundo cenário de segundo turno analisou uma disputa entre Orleans Brandão e Lahesio Bonfim. Neste confronto, Orleans Brandão demonstrou superioridade, sendo escolhido por 47,1% dos entrevistados. Lahesio Bonfim, por sua vez, registrou 36,8% das intenções de voto. Este resultado indica que, mesmo não liderando o primeiro cenário de segundo turno, Orleans Brandão possui uma força expressiva para vencer um pleito contra outros concorrentes, consolidando sua posição como uma das principais figuras na corrida eleitoral. A análise desses cenários de segundo turno é crucial para compreender as dinâmicas de votação e as chances reais de cada candidato em diferentes formações de disputa.
As taxas de rejeição dos candidatos
Um aspecto fundamental em qualquer análise eleitoral é a taxa de rejeição, que mede a parcela do eleitorado que “não votaria de jeito nenhum” em determinado candidato. A pesquisa apurou os índices de rejeição para os quatro nomes cotados ao governo do Maranhão, permitindo que cada entrevistado indicasse mais de um nome. Felipe Camarão, o atual vice-governador, registrou a maior rejeição entre os avaliados, com 31,2% dos entrevistados declarando que não votariam nele. Este dado pode impactar negativamente sua capacidade de crescimento e articulação de apoios em uma eventual campanha.
Na sequência, Orleans Brandão foi o segundo nome com maior rejeição, alcançando 22,6%. Lahesio Bonfim obteve 19,8% de rejeição, um índice que, embora inferior ao de Camarão e Brandão, ainda representa um desafio para sua campanha. Em contrapartida, Eduardo Braide foi o candidato que apresentou o menor índice de rejeição, sendo o nome mais bem aceito entre os entrevistados, com apenas 11% declarando que não votariam nele. Uma baixa rejeição é um trunfo significativo em eleições, pois sugere maior potencial para atrair eleitores e menor resistência a seu nome, posicionando-o de forma vantajosa na corrida pelo governo do estado.
A disputa pelas vagas no senado federal
Projeções e configurações em debate
A disputa pelas duas cadeiras do Maranhão no Senado Federal apresenta-se com um grau de incerteza, conforme apontado pelo estudo. Para a Casa Alta do Congresso Nacional, o levantamento simulou dois cenários distintos, permitindo que os entrevistados indicassem os dois nomes de sua preferência. No primeiro arranjo projetado, os eleitores foram questionados sobre uma composição que incluía o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e o ex-senador Roberto Rocha (PSDB). Neste cenário, a projeção indicou que Carlos Brandão e Roberto Rocha seriam os candidatos vitoriosos, conquistando os dois assentos em disputa. A presença do governador demonstra a força política de seu grupo e sua capacidade de transferir votos, enquanto Roberto Rocha se beneficia de sua experiência prévia e reconhecimento no cenário político maranhense.
Um segundo cenário foi apresentado aos eleitores, alterando um dos nomes na disputa. Nesta configuração, os entrevistados foram convidados a escolher entre Roberto Rocha (PSDB) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB). O resultado desta simulação apontou que Roberto Rocha e Roseana Sarney seriam os eleitos para representar o estado no Senado. A inclusão de Roseana Sarney, uma figura política com vasta trajetória e reconhecimento no Maranhão, altera significativamente o equilíbrio da disputa, mostrando a força de seu nome e a lealdade de seu eleitorado. A análise desses diferentes cenários ressalta a fluidez do quadro eleitoral para o Senado, onde o histórico e o capital político dos candidatos desempenham um papel crucial na formação das preferências dos votantes.
Análise do levantamento e projeções futuras
Os resultados deste levantamento oferecem um panorama detalhado e complexo do cenário político maranhense, especialmente no que tange à corrida pelo governo do estado e as vagas no Senado Federal. A liderança de Eduardo Braide nos cenários para o governo reflete uma aceitação popular consistente, fortalecida por um baixo índice de rejeição, o que o posiciona como um forte candidato para as próximas eleições. A performance de Orleans Brandão, embora em segundo lugar na maioria dos cenários, também o coloca como um competidor relevante e capaz de angariar votos em um segundo turno. As altas taxas de rejeição de alguns candidatos, como Felipe Camarão, indicam desafios significativos para suas respectivas campanhas, que precisarão trabalhar intensamente para reverter percepções negativas.
Para o Senado, a diversidade de cenários sugere que a disputa será dinâmica e dependente das articulações políticas e da percepção do eleitorado sobre os nomes em campo. A força de figuras como Carlos Brandão, Roberto Rocha e Roseana Sarney, com seus respectivos históricos e bases eleitorais, mostra que a eleição para as cadeiras do Congresso Nacional será uma batalha de gigantes. É fundamental considerar que a pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de março, com 1.300 entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais em 52 municípios do Maranhão, apresentando uma margem de erro de 2,8 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. O estudo foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de março de 2026, sob o número MA-00634/2026, garantindo sua validade metodológica e transparência. Estes dados preliminares são essenciais para que os partidos e candidatos ajustem suas estratégias e a sociedade maranhense acompanhe o desdobramento da paisagem política.
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Fonte: https://jovempan.com.br