fevereiro 9, 2026

Comitê Olímpico do Brasil anuncia novos membros para o Hall da Fama

© Divulgação/COB

O esporte olímpico brasileiro celebra a entrada de mais cinco lendas em seu panteão de glórias. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou recentemente os novos integrantes do Hall da Fama do COB, uma iniciativa criada em 2018 para eternizar as trajetórias de atletas que marcaram a história do país. A lista dos homenageados deste ano inclui nomes icônicos que transcendem suas modalidades, servindo como fonte de inspiração para futuras gerações. Entre os eleitos estão Oscar Schmidt, a lenda do basquete mundial; a dupla Ricardo Santos e Emanuel Rego, que dominou as areias do vôlei de praia; e os pioneiros da vela Alex Welter e Lars Björkström, responsáveis por uma conquista olímpica histórica. Estes atletas, selecionados por uma comissão avaliadora, terão suas marcas de pés e mãos eternizadas em moldes, em uma cerimônia cujos detalhes de data e local ainda serão divulgados.

Os novos gigantes do esporte olímpico brasileiro

A seleção para o Hall da Fama do COB é um reconhecimento da excelência, da dedicação e do impacto duradouro que esses atletas tiveram não apenas em suas modalidades, mas na cultura esportiva nacional. Cada um dos novos membros possui uma história singular de superação e triunfo, que agora será eternizada.

Oscar Schmidt: o ‘Mão Santa’ no panteão do basquete

Conhecido mundialmente como ‘Mão Santa’, Oscar Schmidt é, sem dúvida, um dos maiores nomes do basquete de todos os tempos. Sua carreira é recheada de recordes e feitos impressionantes. Ele detém o recorde brasileiro de participações olímpicas, com cinco edições consecutivas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996), uma marca de longevidade e excelência inigualável. Mais notável ainda é seu recorde como o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história dos Jogos Olímpicos de basquete, um testemunho de sua habilidade ofensiva excepcional.

Nascido em Natal (RN), Oscar Schmidt é uma figura reverenciada internacionalmente, tendo sido eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Sua grandeza é tamanha que ele integra não apenas o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA), mas também o prestigiado Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga norte-americana. A sua capacidade de pontuar, aliada a uma paixão inabalável pelo jogo, cativou fãs e inspirou inúmeros jovens a praticarem o esporte, consolidando seu legado como um verdadeiro ícone do basquete mundial.

Ricardo Santos e Emanuel Rego: a dupla que redefiniu o vôlei de praia

No vôlei de praia, poucos nomes são tão sinônimos de sucesso quanto Ricardo Santos e Emanuel Rego. Esta dupla lendária não apenas conquistou o topo do pódio olímpico, mas também estabeleceu um padrão de excelência e dominância no cenário internacional. A consagração veio nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, onde faturaram a medalha de ouro, coroando anos de trabalho árduo e sintonia perfeita nas areias. Quatro anos depois, nos Jogos de Pequim 2008, subiram novamente ao pódio, desta vez com a medalha de bronze, demonstrando uma notável consistência em alto nível.

A coleção de títulos da parceria vai muito além das Olimpíadas. Ricardo e Emanuel foram campeões mundiais em 2003, conquistaram cinco títulos do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, solidificando sua posição como a melhor dupla do planeta por um longo período. Em casa, nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, também faturaram o ouro, para delírio da torcida brasileira. Além dos pódios e troféus, o legado de Ricardo e Emanuel reside na consolidação do vôlei de praia como uma das modalidades mais vitoriosas e populares do Brasil, inspirando uma geração de atletas a seguir seus passos e manter o país no topo do esporte.

Alex Welter e Lars Björkström: pioneiros da vela com ouro olímpico

A história do esporte olímpico brasileiro guarda um capítulo especial para Alex Welter e Lars Björkström. A dupla entrou para a eternidade ao conquistar a primeira medalha de ouro olímpica do país na vela, na classe Tornado, durante os Jogos de Moscou em 1980. Essa vitória não foi apenas um triunfo pessoal, mas um marco para o Brasil, encerrando um jejum de 24 anos sem pódios olímpicos para o país, em qualquer modalidade. Foi um feito que abriu as portas e pavimentou o caminho para as futuras gerações de velejadores brasileiros, que viriam a se tornar uma potência mundial no esporte.

A parceria entre Welter e Björkström teve início em 1976 e rapidamente despontou no cenário internacional, com classificações para competições mundiais e olímpicas, demonstrando um talento inato e uma dedicação férrea. Após encerrarem suas carreiras competitivas, ambos permaneceram ativos no Movimento Olímpico, contribuindo inclusive como voluntários nos Jogos Rio 2016, mostrando um compromisso contínuo com o esporte que tanto lhes deu. Welter e Björkström são reconhecidos, inclusive, como os campeões olímpicos vivos mais velhos do país, adicionando uma camada extra de admiração à sua já notável trajetória.

O legado e a eternização no Hall da Fama

O Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil é mais do que um espaço de reconhecimento; é um guardião de histórias, um farol de inspiração e um elo entre o passado glorioso e o futuro promissor do esporte nacional. A cada nova turma de homenageados, a entidade reforça seu compromisso em valorizar aqueles que, por meio de seus talentos e esforços, elevaram o nome do Brasil no cenário olímpico.

A importância do Hall da Fama do COB

A criação do Hall da Fama em 2018 representou um passo fundamental para o COB em sua missão de preservar a memória do esporte olímpico brasileiro. A iniciativa visa não apenas reconhecer os grandes feitos e guardar os nomes desses atletas na história, mas, sobretudo, garantir que suas trajetórias permaneçam vivas e continuem a inspirar. A cerimônia de eternização das marcas dos pés e mãos, um gesto simbólico, conecta fisicamente esses heróis aos valores olímpicos de excelência, amizade e respeito. A cada molde, uma história de dedicação, suor e glória é imortalizada, servindo como um lembrete tangível do que é possível alcançar através do esporte.

Honrarias anteriores: um rol de lendas

Desde sua criação, há sete anos, o Hall da Fama do COB já homenageou 39 personalidades que marcaram profundamente o esporte brasileiro. Entre os nomes que já integram o seleto grupo, destacam-se a dupla pioneira do vôlei de praia Jackie Silva e Sandra Pires, responsáveis pelo primeiro ouro olímpico feminino do Brasil, o lendário velejador Torben Grael, multicampeão e um dos maiores medalhistas olímpicos do país, e o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, símbolo de superação e espírito olímpico. Mais recentemente, a ginasta Daiane dos Santos, o judoca Edinanci Silva, o tenista Gustavo Kuerten e o atirador esportivo Afrânio Costa (homenageado in memoriam) também foram reconhecidos, somando um total de 39 personalidades ao longo dos sete anos desde a sua criação. A cada edição, o Hall da Fama do COB se consolida como um espaço vital para celebrar a grandeza e a diversidade do talento esportivo brasileiro, perpetuando o legado de seus campeões.

A inclusão de Oscar Schmidt, Ricardo Santos e Emanuel Rego, e Alex Welter e Lars Björkström no Hall da Fama do COB enriquece ainda mais este rol de lendas. Suas histórias são testemunhos do poder transformador do esporte e de como a dedicação e o talento podem levar ao topo do mundo. Eles representam a alma do esporte olímpico brasileiro, um espírito de luta e paixão que continua a mover o país em direção a novas conquistas.

Para mais detalhes sobre as trajetórias desses ícones e a história do Hall da Fama, visite o site oficial do Comitê Olímpico do Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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