fevereiro 9, 2026

Celebrações globais: a passagem de ano pelo mundo

G1

A passagem de ano pelo mundo é um espetáculo de união, esperança e renovação que transcende fronteiras geográficas e culturais. Enquanto o ponteiro do relógio avança, bilhões de pessoas em todos os continentes se preparam para dar adeus ao ano que finda e saudar com entusiasmo o novo ciclo que se inicia. Essa jornada festiva começa nas ilhas mais remotas do Oceano Pacífico e culmina, mais de 24 horas depois, em outros pontos isolados, desenhando um mosaico de celebrações que reflete a diversidade humana e o desejo universal por recomeços. O ritual da virada, pontuado por fogos de artifício, tradições milenares e modernos espetáculos, cria uma corrente de energia que abraça o planeta, marcando um momento de reflexão e celebração coletiva em uma escala verdadeiramente global.

O início das celebrações no Pacífico

Kiribati e Samoa: os primeiros a saudar o ano novo

A cada ano, a Terra inclina-se sobre o seu eixo, e a Linha Internacional da Data determina os primeiros a testemunhar a chegada do Ano Novo. As nações insulares de Kiribati, especificamente a Ilha Christmas (Kiritimati), e Samoa são as privilegiadas a iniciar a contagem regressiva para o novo ciclo. Localizadas em uma das regiões mais orientais do globo, elas cruzam a fronteira do tempo enquanto a maioria do mundo ainda está imersa no dia anterior. Para seus habitantes, a virada do ano é um evento carregado de significado, muitas vezes celebrado com a simplicidade e a profundidade das suas culturas locais. Pequenas comunidades se reúnem em suas praias e vilarejos para compartilhar refeições, entoar cânticos e assistir aos primeiros raios de sol do dia 1º de janeiro. Embora não contem com os espetáculos pirotécnicos grandiosos das grandes metrópoles, a atmosfera de alegria e a conexão com a natureza exuberante do Pacífico proporcionam um cenário único para a primeira saudação ao ano que nasce, inspirando um sentimento de renovação que se espalhará gradualmente por todo o planeta.

Grandes metrópoles em festa: do oriente ao ocidente

Espetáculos icônicos ao redor do globo

À medida que o sol avança e novas zonas horárias são alcançadas, as celebrações da passagem de ano ganham escala e diversidade, transformando algumas das maiores cidades do mundo em palcos de espetáculos inesquecíveis.

Sydney, Austrália, é uma das primeiras grandes metrópoles a brindar o Ano Novo, com um show de fogos de artifício que ilumina o icônico Opera House e a Harbour Bridge. Milhões de pessoas se reúnem ao longo da baía de Sydney, e o evento é transmitido globalmente, definindo o padrão para as festividades que virão.

Em Tóquio, Japão, a virada do ano é um momento de tradição e introspecção. O “Joya no Kane”, o toque de 108 sinos em templos budistas, purifica o espírito e afasta os 108 desejos mundanos. Muitas famílias visitam santuários para o “Hatsumōde”, a primeira visita do ano, buscando bênçãos e boa sorte.

Dubai, Emirados Árabes Unidos, é sinônimo de opulência, e suas celebrações não fogem à regra. Os fogos de artifício no Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, são um show de luzes e cores que desafia a gravidade, atraindo visitantes de todo o planeta para uma exibição de grandiosidade e modernidade.

Na Europa, a beleza e a história se encontram nas festividades. Em Paris, França, a Avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo se tornam palco para projeções luminosas espetaculares e uma atmosfera efervescente, embora os fogos de artifício sejam muitas vezes mais controlados do que em outras cidades, focando na luz e na celebração em grupo. Em Londres, Reino Unido, o rio Tâmisa se ilumina com um show pirotécnico deslumbrante, tendo o Big Ben (se operacional) e o London Eye como pano de fundo. Milhares de pessoas se aglomeram nas margens do rio, aguardando a meia-noite com uma alegria contagiante.

Cruzando o Atlântico, o Rio de Janeiro, Brasil, oferece uma das mais famosas festas de Ano Novo do mundo, na Praia de Copacabana. Milhões de pessoas vestidas de branco, cor que simboliza paz e novos inícios, se reúnem para assistir a shows musicais e a um espetáculo pirotécnico grandioso sobre o mar. A tradição de fazer oferendas a Iemanjá, a rainha do mar, com flores e velas, é um toque cultural único.

Finalmente, em Nova York, Estados Unidos, o icônico “Ball Drop” na Times Square é o ponto focal das celebrações ocidentais. Milhares de pessoas bravam o frio por horas para testemunhar a esfera de cristal descer lentamente, marcando a virada do ano em meio a uma chuva de confetes e a euforia da multidão, um momento de esperança para a América e para o mundo. Cada cidade, com suas particularidades, contribui para a tapeçaria global de alegria e renovação que a virada do ano representa.

A culminação da virada: os últimos a brindar

Ilhas Baker e Howland: o fechamento do ciclo global

Após mais de 24 horas de celebrações que percorreram o globo de leste a oeste, a jornada da passagem de ano encontra seu ponto final em dois dos locais mais remotos e desabitados do planeta: as Ilhas Baker e Howland. Essas pequenas extensões de terra, localizadas no Oceano Pacífico Central, cerca de 3.100 quilômetros a sudoeste de Honolulu, no Havaí, são os últimos territórios a entrar no Ano Novo. Quando o relógio marca 9h do dia 1º de janeiro, pelo horário de Brasília, essas ilhas desérticas e praticamente inexploradas oficialmente saúdam o novo ciclo, marcando o encerramento da onda de festividades que já se espalhou por cada continente e cada grande cidade.

Sua condição de ilhas desabitadas, destinadas a santuários de vida selvagem e com pouca infraestrutura humana, confere a este momento um caráter simbólico. Não há multidões efervescentes, fogos de artifício espetaculares ou concertos musicais. Apenas o silêncio do oceano e a natureza intocada testemunham a última virada de ano no mapa-múndi. Esse fechamento silencioso e isolado serve como um lembrete poético da vasta escala do nosso planeta e da natureza incessante do tempo. A essa altura, o mundo já está em pleno dia 1º de janeiro, com a maioria das pessoas já vivenciando o novo ano. As Ilhas Baker e Howland, portanto, não apenas encerram o calendário festivo, mas também pontuam a transição completa do tempo, um lembrete final de que o ciclo da renovação está completo e um novo capítulo foi oficialmente aberto em cada canto do globo.

Um mosaico global de esperança e renovação

A passagem de ano pelo mundo é muito mais do que a simples transição de um dia para outro no calendário; é uma experiência coletiva que demonstra a resiliência e a esperança intrínseca à humanidade. De um lado, vemos o brilho dos fogos de artifício em metrópoles como Sydney e Nova York, simbolizando o entusiasmo e o espetáculo moderno. Do outro, observamos as tradições milenares do Japão ou as ofertas a Iemanjá no Rio de Janeiro, que ressaltam a profunda conexão com o passado e a espiritualidade. Essa jornada global, que começa discretamente em ilhas do Pacífico e se encerra em outros pontos remotos, é um testemunho da nossa capacidade de olhar para o futuro com otimismo, independentemente das adversidades do ano que se finda. É um momento de união, onde culturas distintas compartilham um desejo comum por paz, prosperidade e novos começos, criando um elo invisível que conecta bilhões de corações ao redor do planeta em uma celebração verdadeiramente universal.

Gostaria de explorar mais sobre as tradições e curiosidades das viradas de ano em diferentes países? Descubra como cada cultura celebra esse momento único e inspire-se para seu próximo Réveillon!

Fonte: https://g1.globo.com

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